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Megaoperação no Rio contra o CV: veja quem são os policiais civis e do BOPE mortos na ação

No total, cerca de 2,5 mil policiais civis e militares participaram da ofensiva. No Alemão e na Penha, 48 escolas tiveram as atividades afetadas.

Gabriel Alves

29 de outubro de 2025 às 08:59   - Atualizado às 08:59

Policiais mortos na megaoperação.

Policiais mortos na megaoperação. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

A megaoperação nos complexos da Penha e Alemão, no Rio de Janeiro, contra o Comando Vermelho na terça-feira, 28 de outubro, resultou na morte de 64 pessoas, sendo 60 suspeitos de serem faccionados e 4 policiais: dois civis e dois militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).

Segundo a Polícia Civil carioca (PCRJ), Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho e Rodrigo Velloso Cabral foram as vítimas fatais do confronto. A corporação afirmou que os ataques aos agentes não ficaram impunes.

Conhecido como "Máskara", Marcus tinha 51 anos e era chefe do 53º DP de Mesquita. Ele tinha sido promovido poucos dias aqui. O velório ocorre na manhã desta quarta (29) e o sepultamento às 13h30.

Rodrigo Cabral, de 34 anos, havia acabado de se formar e atuava na entidade há dois meses. Trabalhava como inspetor e atuava na 39ª DP de Campo Grande. Casado há 17 anos, deixa uma filha.

Nas redes sociais, a esposa do agente prestou uma homenagem:

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"Hoje, a dor da sua ausência é imensurável e nos rasga a alma, mas preciso encontrar forças para te dizer adeus e honrar a memória de quem você foi: um herói em sua profissão e um gigante em nossa vida... Sua dedicação como Policial Civil era a prova do seu coração corajoso. Você partiu cumprindo sua missão de proteger a sociedade, e isso é um legado de bravura que jamais será esquecido. Você era um homem de princípios, de fibra e de uma coragem que inspirava a todos".

Já na Polícia Militar do Rio (PMERJ), Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, os agentes do BOPE, também faleceram durante a ação.

Os PMs chegaram a ser socorridos e encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos.

Ambos sargentos, Cleiton, de 42 anos, ingressou na corporação em 2008 e deixa esposa e uma filha. Heber, de 39, entrou na PM em 2011 e deixa dois filhos, esposa e um enteado.

No total, cerca de 2,5 mil policiais civis e militares participaram da ofensiva. No Alemão e na Penha, 48 escolas tiveram as atividades afetadas. Além do clima de medo nas favelas, houve interferência na Linha Amarela do Metrô e tentativas de bloqueio da Avenida Brasil.

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