Megaoperação no Rio de Janeiro deixou centenas de mortos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro começou a divulgar, na manhã desta sexta-feira (31), a lista de mortos na megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão.
Entre os nomes confirmados, estão chefes da facção Comando Vermelho (CV) oriundos de outros estados.
De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, os dois complexos se consolidaram como o quartel-general do Comando Vermelho em nível nacional, servindo como base estratégica para o controle das ações da facção em diversas regiões do país.
“[Nesses locais] são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”, afirmou o secretário.
O principal alvo da operação era o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, que conseguiu escapar do cerco policial.
Segundo as investigações, Doca é considerado o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade — ocupando posição imediatamente abaixo de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos presos em penitenciárias federais.
Confira a lista dos chefes do CV de outros estados mortos na operação da polícia
Os traficantes Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca ou Urso, de 55 anos, e Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, de 43 anos, são apontados na denúncia como integrantes do primeiro escalão do grupo na Penha e em outras comunidades cariocas.
O Estadão teve acesso a um recorte de 74 páginas da investigação, que teve início na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).
A liderança de Doca e Pedro Bala é indicada em prints de conversas de WhatsApp que constam na denúncia. Em uma mensagem, o recado é claro: "ninguém dá tiro sem ordem do Doca ou do Bala " Fotos obtidas pelos investigadores mostram que homens armados com fuzis e até cachorros fazem a segurança desses líderes, em casas no alto dos morros.
Para os promotores, ambos dão ordens diretas "sobre a dinâmica do tráfico de drogas no Complexo da Penha e comunidades adjacentes, inclusive sobre venda e guarda de drogas, armas de fogo de grosso calibre e contabilidade da facção criminosa."
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De acordo com a PMPE, a prisão ocorreu na BR-101, na altura do quilômetro 74. A abordagem foi realizada por policiais do 11º Batalhão da Polícia Militar.
Pela força do impacto, as cabines dos veículos ficaram destruídas e parte da carga ficou espalhada pela rodovia. A PRF esteve no local.
Contra o suspeito havia sete mandados de prisão por homicídio. A mulher tinha um mandado em aberto. Ambos também são investigados por tráfico de drogas e extorsão.
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