Após receber a informação sobre a situação vivenciada pela mulher, a Polícia Civil iniciou diligências para verificar as denúncias; suspeito foi preso
Polícia Militar da Bahia Foto: Divulgação
Um homem de 27 anos foi preso suspeito de manter a companheira, de 22 anos, em cárcere privado e submetê-la a episódios de violência doméstica no distrito de Nova Palma, em Gongogi, no sul da Bahia.
A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
Segundo informações da Polícia Civil, a investigação teve início depois que a mulher conseguiu encontrar uma forma de pedir ajuda.
Em uma tentativa de escapar da situação de violência, ela escreveu um bilhete destinado à professora do filho, relatando as ameaças que vinha sofrendo e pedindo novamente auxílio. No documento, a vítima descreveu o medo provocado pelas agressões e pelas constantes ameaças de morte:
Bom dia, Jane! Estou te escrevendo para pedir ajuda mais uma vez, porque eu não aguento mais. Quase todos os dias é uma ameaça de morte. Vocês pediram para eu esperar a ajuda, só que essa ajuda nunca chegou”, diz o bilhete que o portal Metrópoles teve acesso.
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Após receber a informação sobre a situação vivenciada pela mulher, a Polícia Civil iniciou diligências para verificar as denúncias. Os investigadores passaram a monitorar o imóvel onde ela permanecia com o companheiro.
Durante o acompanhamento, os agentes constataram indícios de que a jovem estava sendo submetida a ameaças e agressões frequentes. Conforme a polícia, ela também era impedida pelo companheiro de deixar a residência, caracterizando a situação de cárcere privado.
A denúncia chegou às autoridades por meio da estratégia encontrada pela vítima para estabelecer contato com alguém de fora do ambiente em que estaria sendo mantida sob controle. O bilhete entregue à professora do filho acabou contribuindo para que o caso chegasse ao conhecimento da polícia.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Civil, que realizaram as diligências necessárias para localizar e conduzir o suspeito. O homem foi levado para uma delegacia, onde permanece preso.
Após a prisão, o homem deverá passar por audiência de custódia, procedimento no qual a Justiça analisará as circunstâncias da detenção e decidirá sobre a manutenção ou não da prisão.
O caso é tratado pelas autoridades como violência doméstica, diante dos relatos de agressões e ameaças contra a companheira, além da suspeita de que ela tenha sido impedida de sair de casa.
A investigação deverá reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar por quanto tempo a vítima teria permanecido sob as condições relatadas. A Polícia Civil também deverá apurar as circunstâncias das supostas agressões e ameaças mencionadas no pedido de socorro.
A prisão ocorreu depois que o pedido de ajuda da mulher, encaminhado de forma discreta à professora do filho, permitiu que as autoridades fossem acionadas e acompanhassem a situação até a localização do suspeito.
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