A morte, de acordo com registro policial veio após o confronto entre o suspeito e os policiais. O homem foi desarmado e socorrido pelos próprios agentes mas não resistiu aos ferimentos
Policial irmão de Eloá Foto: Reprodução
Elenilson Misael da Silva, conhecido pelo apelido de "Galego" e apontado pela Polícia Civil como integrante de uma organização criminosa, morreu na noite de quinta-feira, 2 de julho durante uma ação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), em Peruíbe, no litoral de São Paulo.
Segundo as investigações, ele era suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, jovem que ganhou repercussão nacional após ser assassinada em 2008 pelo namorado.
A morte de Elenilson representa o segundo caso, em menos de 48 horas, de um suspeito ligado ao atentado que termina em confronto com forças policiais. As investigações continuam para identificar e localizar outros possíveis envolvidos no ataque ao oficial da PM.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Rota receberam uma denúncia indicando o paradeiro de "Galego". As informações incluíam as características do veículo utilizado por ele, permitindo que os policiais intensificassem o patrulhamento na região até localizar o automóvel.
Ao perceber a aproximação das viaturas, o suspeito teria acelerado e tentado escapar, dando início a uma perseguição pelas ruas de Peruíbe. A fuga terminou na Rua Cuiabá, onde, conforme a versão registrada pela polícia, houve troca de tiros durante a tentativa de abordagem.
Ainda segundo o registro policial, após o confronto, Elenilson foi desarmado e socorrido pelos próprios agentes. Ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pela equipe médica da unidade.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias da ação, conforme determina o procedimento padrão em casos envolvendo intervenção policial com resultado morte. Também serão analisadas as provas recolhidas no local, incluindo a arma apreendida e demais elementos que possam contribuir para o andamento das investigações.
As autoridades seguem investigando o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, buscando esclarecer a motivação do crime, identificar todos os participantes e responsabilizar os envolvidos. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a dinâmica do ataque nem informou se novas prisões poderão ocorrer nos próximos dias.
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Decisão unânime atendeu a recurso do Ministério Público, que apontou risco de interferência na produção de provas durante o andamento do processo.
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