Homem é preso suspeito de divulgar vídeo íntimo da enteada. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
Um homem foi preso em flagrante na tarde desta sexta-feira, 23 de outubro, em Toritama, no Agreste de Pernambuco, suspeito de gravar e divulgar imagens da enteada durante o banho sem autorização.
De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, o vídeo com conteúdo de nudez teria sido publicado no status do WhatsApp, expondo a intimidade da vítima.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Toritama, sob a coordenação do delegado Marcus Alexandre. A equipe iniciou diligências após apurar informações sobre o caso e identificar indícios da prática criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria registrado as imagens sem o consentimento da vítima e, posteriormente, divulgado o conteúdo na plataforma de mensagens. A identidade do homem e outros detalhes que possam identificar a vítima não foram divulgados pelas autoridades.
Após a prisão, o homem foi autuado em flagrante com base no artigo 218-C do Código Penal, que prevê punição para a divulgação não autorizada de cenas de nudez, sexo ou pornografia, entre outras condutas previstas na legislação.
Depois da conclusão dos procedimentos na delegacia, o homem foi apresentado em audiência de custódia e ficou à disposição do Poder Judiciário. As informações divulgadas pela Polícia Civil não detalham a decisão judicial tomada após a apresentação nem eventuais medidas posteriores.
O artigo 218-C do Código Penal trata da divulgação, publicação ou disponibilização de registros de conteúdo sexual ou íntimo sem o consentimento da vítima, nas condições previstas em lei. A legislação busca proteger a intimidade e a dignidade das pessoas contra a exposição não autorizada desse tipo de material.
Casos envolvendo a gravação e a divulgação de imagens íntimas podem provocar consequências graves para as vítimas, especialmente quando o conteúdo é compartilhado em plataformas digitais e pode alcançar um número elevado de pessoas.
A Polícia Civil de Pernambuco reforçou que a divulgação de imagens íntimas sem consentimento constitui crime e orientou a população sobre os canais disponíveis para comunicar ocorrências dessa natureza.
De acordo com a corporação, denúncias podem ser registradas pela internet, por meio dos canais oficiais de atendimento, ou presencialmente em qualquer delegacia de Polícia Civil.
O órgão informa que o anonimato do denunciante é garantido. A orientação é procurar as autoridades para comunicar situações de gravação, compartilhamento ou exposição indevida de imagens íntimas, permitindo que os fatos sejam apurados e as providências legais cabíveis sejam adotadas.
O caso segue no âmbito das autoridades competentes, e o suspeito permanece à disposição do Poder Judiciário.
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