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Homem joga mala com R$ 429 mil pela janela durante ação da PF

A operaação apura crimes contra o sistema financeiro, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro, fraude à fiscalização ou ao investidor.

Fernanda Diniz

11 de fevereiro de 2026 às 17:19   - Atualizado às 17:41

Polícia Federal deflagra operação.

Polícia Federal deflagra operação. Foto: Divulgação/PF

Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro.

Na ação de hoje, os policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú/SC e de Itapema/SC, com o apoio de equipes da Delegacia de Polícia Federal em Itajaí/SC.

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas.

Assim que a equipe chegou para realizar as buscas no apartamento localizado em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel jogou uma mala contendo dinheiro, em espécie, da janela do apartamento. Além do montante recuperado, os policiais apreenderam dois veículos de luxo e dois smartphones.


3ª fase da Operação Barco de Papel - Balanço Final

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Apreensões:

- 429 mil reais, em espécie;
- dois veículos de luxo;
- dois aparelhos celulares;
- diversos documentos.

PF atuou em mais outras fases 

A Polícia Federal deflagrou, desde janeiro de 2026, três fases da Operação Barco de Papel, que investiga suspeitas de operações financeiras irregulares envolvendo recursos de instituição previdenciária do estado do Rio de Janeiro. As ações apuram crimes contra o sistema financeiro, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

1ª fase – 23 de janeiro
Na primeira fase, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, autorizados pela 6ª Vara Federal Criminal do estado. A investigação, iniciada em novembro de 2025, analisou nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que aplicaram aproximadamente R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas por banco privado.

O trabalho contou com apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social (SPREV/MPS), responsável pelo relatório de auditoria que motivou a investigação.

2ª fase – 3 de fevereiro
A segunda etapa da operação cumpriu três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Durante a ação, o principal investigado foi preso em Itatiaia/RJ, após abordagem em veículo alugado, e conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda, antes de ser encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro e posteriormente ao sistema prisional.

Os outros dois alvos da operação estavam foragidos, mas foram localizados e presos por policiais federais em Itajaí/SC, completando o cumprimento dos três mandados de prisão temporária.

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