Mercado público de Casa Amarela, no Recife Foto: Divulgação
Um homem de 27 anos foi assassinado a tiros no início da tarde desta segunda-feira, 19 de outubro, na Feira de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife.
A vítima, identificada como Miguel Ferreira do Nascimento, foi atingida por disparos na área próxima ao Mercado Público, na Rua Padre Lemos.
Segundo a Polícia Civil, o autor do crime chegou e fugiu na garupa de uma motocicleta.
De acordo com o delegado Antônio de Campos, da Força-Tarefa de Homicídios, o levantamento inicial identificou cerca de dez ferimentos provocados por tiros, principalmente na cabeça e no abdômen.
O corpo foi encontrado em uma calçada onde funcionam quiosques de água de coco.
Miguel trabalhava como entregador de marmitas para um quiosque de refeições pertencente à família dele, localizado no Mercado Público de Casa Amarela.
Na manhã desta segunda-feira,19, por volta das 11h, o jovem havia participado do sepultamento de um amigo no cemitério do bairro, situado nas proximidades da feira.
O amigo havia sido assassinado no sábado, em uma área próxima ao cemitério. Miguel teria presenciado esse homicídio, e a polícia investiga se existe alguma ligação entre os dois casos.
Em entrevista ao Diario de Pernambuco, após a retirada do corpo, o delegado Antônio de Campos afirmou que as investigações ainda estavam no início e que novas diligências seriam realizadas para esclarecer as circunstâncias do assassinato.
Além do assassinato registrado no sábado e da morte de Miguel nesta segunda-feira, outros crimes violentos ocorreram recentemente na região da feira e do Mercado Público de Casa Amarela.
Em junho, um homem foi assassinado e outra pessoa sofreu uma tentativa de homicídio também na Rua Padre Lemos.
Questionado sobre uma possível relação entre os casos, o delegado afirmou que ainda não era possível confirmar uma conexão, embora essa hipótese não estivesse descartada.
Pessoas que estavam no local do crime levantaram a suspeita de que os quatro episódios possam estar relacionados à atuação de um mesmo traficante, que supostamente estaria insatisfeito por não conseguir recrutar as vítimas para atividades ligadas ao tráfico de drogas. Essa informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.
A Polícia Civil deverá dar continuidade às investigações para identificar o responsável pelos disparos, esclarecer a motivação do crime e verificar se há relação entre os homicídios registrados nos últimos meses na região.
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Cada suspeito pagou uma fiança de R$ 5 mil, totalizando R$ 10 mil, e foi liberado para responder ao procedimento em liberdade.
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