"Lamento muito a morte do Marco Aurélio. Essa não é a conduta que a polícia do estado de São Paulo deve ter com nenhum cidadão", disse Tarcísio de Freitas.
23 de novembro de 2024 às 22:58 - Atualizado às 23:11
Governador de São Paulo diz que abusos da Polícia Militar serão severamente punidos Foto: Alex Fernandes / Governo do Estado de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lamentou a morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos, e disse que abusos da Polícia Militar serão severamente punidos. As declarações do governador foram dadas nas redes sociais.
O estudante foi morto na quarta-feira (20) com um tiro à queima-roupa disparado pelo policial militar Guilherme Augusto Macedo, por volta das 2h50, na escadaria de um hotel na Rua Cubatão, na Vila Mariana, zona sul da capital paulista.
“Eu lamento muito a morte do Marco Aurélio. Essa não é a conduta que a polícia do estado de São Paulo deve ter com nenhum cidadão, sob nenhuma circunstância. A Polícia Militar é uma instituição de quase 200 anos, é a polícia mais preparada do país e está nas ruas para proteger. Abusos nunca vão ser tolerados e serão severamente punidos”, disse Tarcísio nas redes sociais.
Imagens da câmera de segurança do hotel mostram que o rapaz estava sem camisa quando entrou no saguão. O PM Guilherme Augusto Macedo segurou o braço do jovem, que tentou se soltar, enquanto o outro policial o chutou. Na sequência, é possível ver que o PM dispara na direção do rapaz, que cai no chão.
Segundo informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), Acosta golpeou a viatura policial, tentou fugir e, ao ser abordado, “investiu” contra os policiais e foi ferido. O rapaz foi socorrido e levado ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu ao ferimento.
O policial militar foi indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar - em Inquérito Policial Militar (IPM), informou a Secretaria da Segurança Pública. A pasta acrescentou que as câmeras corporais dos PMs registraram a ocorrência.
Macedo, autor do disparo, e o outro PM que participou da ocorrência prestaram depoimento e permanecerão afastados das atividades operacionais até a conclusão das investigações.
2
3
02:45, 28 Mar
25
°c
Fonte: OpenWeather
O homem afirmou aos policiais que estava dormindo e, depois de acordar, viu a companheira pendurada e "fria ao toque".
Foram apreendidos 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com anotações contendo roteiros usados nas abordagens às vítimas.
Higor Oliveira, de 28 anos, percebeu o casal discutindo e decidiu intervir com o intuito de evitar um episódio de agressão contra a mulher.
mais notícias
+