Suspeito cobrava por serviços tributários, empresariais e trabalhistas que não eram realizados; fraudes teriam ocorrido durante cerca de sete anos.
04 de setembro de 2026 às 15:50 - Atualizado às 16:10
Divulgação/Polícia Civil
Um homem investigado por se apresentar falsamente como advogado e contador foi preso em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo preliminar causado às vítimas chega a aproximadamente R$ 100 mil.
A prisão preventiva aconteceu na quinta-feira, 3 de setembro, durante uma ação da 2ª Delegacia de Garanhuns. O suspeito foi localizado pelos policiais e conduzido sem resistência à sede da 18ª Delegacia Seccional.
O nome e a idade do investigado não foram divulgados. As apurações apontam que ele teria aplicado os golpes durante aproximadamente sete anos, período em que conquistava a confiança de clientes alegando possuir formação e autorização para atuar nas áreas jurídica e contábil.
Conforme a investigação, o homem solicitava pagamentos com a justificativa de realizar diferentes procedimentos. Entre os serviços oferecidos estavam quitação de tributos, regularização de CPF, abertura e regularização de empresas e pagamento de verbas trabalhistas.
Após receber o dinheiro, porém, ele não executava os procedimentos contratados. A polícia informou que o suspeito não possuía registro nem vínculo profissional com os órgãos responsáveis pela fiscalização da advocacia e da contabilidade.
A investigação começou depois que a Delegacia de Garanhuns recebeu relatos de várias vítimas. Os depoimentos permitiram identificar o modo de atuação e calcular inicialmente o valor dos prejuízos.
As diligências continuam para dimensionar a extensão das fraudes e verificar se outras pessoas também foram prejudicadas. O valor de R$ 100 mil é preliminar e pode aumentar com o avanço das investigações e o surgimento de novos relatos.
Depois do cumprimento do mandado e dos procedimentos realizados na delegacia, o investigado foi colocado à disposição da Justiça. Ele também foi encaminhado para audiência de custódia, mas o resultado da sessão não havia sido divulgado até a publicação das informações.
O caso é investigado como estelionato. A responsabilização definitiva dependerá da conclusão do inquérito e das decisões tomadas pela Justiça.
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