Segundo a denúncia, o profissional foi morto com golpes na cabeça utilizando um ferro de passar roupas. Além disso, o cabo de energia do eletrodoméstico foi usado para estrangular a vítima.
José Bernardino da Silva Filho, conhecido como Betinho, foi morto em 2015. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Investigação da Polícia Civil de Pernambuco revelou, após nove anos, o autor do assassinato do professor e coordenador pedagógico José Bernardino da Silva Filho, conhecido como Betinho, de 49 anos.
O inquérito apontou que o namorado da vítima, Raphael Gouveia Thorpe, 30, foi o autor do crime ocorrido em maio de 2015 no apartamento de Betinho, localizado no Edifício Módulo, no bairro da Boa Vista, no centro do Recife.
De acordo com as apurações, Raphael teria matado o professor após ambos consumirem bebidas alcoólicas e assistirem a filmes pornográficos no quarto. Cuecas encontradas no local indicam que os dois podem ter tido relações sexuais pouco antes do crime.
O inquérito foi reaberto em 2019 por determinação da Justiça, depois que dois ex-alunos do Colégio Agnes, onde Betinho trabalhava, foram absolvidos. Inicialmente, eles foram considerados suspeitos devido a um laudo do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) que apontava a presença de suas impressões digitais na cena do crime.
Contudo, perícias posteriores realizadas pela Polícia Federal e pelo Instituto de Criminalística revelaram que as digitais não pertenciam aos jovens. Em uma revisão, os peritos do laudo inicial reconheceram o erro, o que levou à reabertura da investigação.
O novo inquérito, conduzido pelo delegado Rodrigo Lobo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foi concluído após quase cinco anos de trabalho sob sigilo.
Com base nas provas apresentadas, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou Raphael Gouveia por homicídio duplamente qualificado, alegando emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A denúncia, obtida com pela coluna Segurança do JC-PE, foi aceita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital no mês passado. Agora réu, Raphael está em liberdade e deverá apresentar sua defesa prévia nos próximos dias.
De acordo com a denúncia, assinada pela promotora de Justiça Érica Lopes de Almeida, Raphael teria matado Betinho com golpes na cabeça utilizando um ferro de passar roupas. Além disso, o cabo de energia do eletrodoméstico foi usado para estrangular o professor.
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O homem afirmou aos policiais que estava dormindo e, depois de acordar, viu a companheira pendurada e "fria ao toque".
Foram apreendidos 25 celulares, nove notebooks, cinco veículos e cadernos com anotações contendo roteiros usados nas abordagens às vítimas.
Higor Oliveira, de 28 anos, percebeu o casal discutindo e decidiu intervir com o intuito de evitar um episódio de agressão contra a mulher.
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