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Acusada de envenenar ovo de Páscoa que matou duas crianças vai a júri popular nesta segunda (22)

Jordélia Pereira Barbosa responde por dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio. O crime teria sido motivado, segundo a investigação, por ciúmes.

22 de junho de 2026 às 11:54   - Atualizado às 12:13

Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos,  ainda escreveu um bilhete presenteando o chocolate.

Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, ainda escreveu um bilhete presenteando o chocolate. Foto: Reprodução/Arte Portal de Prefeitura

Mais de um ano após o caso que chocou o país, a mulher acusada de enviar um ovo de Páscoa envenenado que resultou na morte de duas crianças e deixou a mãe delas em estado grave será submetida a julgamento pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira, 22 de junho, em Imperatriz, no Maranhão.

Jordélia Pereira Barbosa responde por dois homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio qualificado por meio de envenenamento. O processo ganhou ampla repercussão nacional devido à gravidade das acusações e às circunstâncias que envolveram o crime.

Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos,  ainda escreveu um bilhete presenteando o chocolate.

Segundo informações do Ministério Público, o acesso ao Fórum de Imperatriz será controlado durante a sessão. Familiares das vítimas aguardam o desfecho do caso desde abril de 2025, quando os irmãos Luiz Fernando, de 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, de 13, morreram após consumirem o chocolate supostamente contaminado.

Recurso da defesa adiou julgamento

Após a conclusão do inquérito policial, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decidiu levar a acusada a julgamento popular. No entanto, a defesa apresentou recursos tentando reverter a decisão.

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Entre os pedidos feitos pelos advogados estavam a anulação da pronúncia, a retirada do caso da competência do Tribunal do Júri e a reclassificação dos crimes. Com isso, o andamento do processo foi prolongado até que a análise fosse concluída pelas instâncias superiores.

Sobrevivente aguarda sentença

Mirian Lira, mãe das duas crianças e sobrevivente do envenenamento, já declarou que a rápida identificação da suspeita e sua prisão representaram um alívio para a família. Ainda assim, ela afirma que a sensação de justiça só será completa após a definição da sentença.

Crime por ciúmes

As investigações da Polícia Civil concluíram que o crime teria sido motivado por ciúmes e desejo de vingança. Conforme a apuração, Mirian mantinha um relacionamento com o ex-companheiro de Jordélia, situação que teria desencadeado o planejamento do ataque.

Embora tenha admitido ter comprado e enviado o ovo de Páscoa, a acusada negou ter colocado substâncias tóxicas no produto. A Polícia Civil, entretanto, reuniu imagens de câmeras, comprovantes de compras, depoimentos de testemunhas e laudos periciais que sustentaram o indiciamento.

Exames realizados pelo Instituto de Criminalística identificaram a presença de veneno tanto no chocolate quanto nos materiais apreendidos durante a prisão da suspeita.

O caso

A família recebeu o ovo de Páscoa em casa como um presente acompanhado de uma mensagem direcionada a Mirian Lira. Após consumirem o chocolate, mãe e filhos passaram mal.

Luiz Fernando foi a primeira vítima a apresentar sintomas graves e morreu pouco depois de ser internado. Em seguida, Mirian e a filha Evelyn também precisaram de atendimento médico por apresentarem sinais semelhantes de intoxicação.

A adolescente permaneceu internada por alguns dias, mas morreu em decorrência das complicações provocadas pelo envenenamento. Desde então, o caso passou a ser tratado como um dos crimes mais impactantes registrados no Maranhão nos últimos anos.

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