A confirmação aconteceu durante coletiva a imprensa na manhã desta quarta-feira, 8 de janeiro, durante a posse solene do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Governadora Raquel Lyra. Foto: Bruno Vila Nova
Na manhã desta quarta-feira, 8 de janeiro, durante a posse solene do novo desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Marcos Carvalho, indicado pelo Quinto Constitucional, a governadora Raquel Lyra (PSDB) confirmou, em coletiva de imprensa, a ida da vice-governadora Priscila Krause (Cidadania) a Brasília.
Priscila acompanhará o evento promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em memória dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas.
"Eu não poderia deixar de estar aqui, e Priscila foi representando o governo do estado de Pernambuco junto ao presidente Lula, aos demais governadores do Brasil, na celebração e na memória do dia 8 de janeiro, quando se atentou contra a democracia do nosso país. É importante a gente ter sempre em mente os valores que nos seguem, aqueles que nos orientam e nos inspiram, e 8 de janeiro é um dia para isso", disse a governadora.
A tucana ainda falou sobre a importância da nomeação de mais um membro no Tribunal de Justiça de Pernambuco.
"A gente está aqui também celebrando o fortalecimento do poder judiciário, a nomeação de mais um membro, que vençam mais esforços junto ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, e aqui mais uma vez, reafirmando o compromisso do poder executivo do governo de Pernambuco, de termos cada vez mais um poder legislativo mais forte, um poder judiciário mais forte, para que todos juntos, em sinergia, possamos fazer o Pernambuco um estado melhor para viver", afirmou Raquel Lyra.
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"Hoje é dia de dizermos em alto e bom som: ainda estamos aqui. Estamos aqui para dizer que estamos vivos e que a democracia está viva, ao contrário do que planejavam os golpistas de 8 de janeiro de 2023".
Com essas palavras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso em ato no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (8), para marcar os dois anos da tentativa frustrada de golpe de Estado em 2023.
A frase inicial faz uma referência ao filme "Ainda estou aqui", dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres - ganhadora do Globo de Ouro - sobre a trajetória de Eunice Paiva durante a ditadura militar, após ter o marido, Rubens Paiva, preso e assassinado pelo regime. A cerimônia no Planalto contou com a presença de ministros, parlamentares, governadores e representantes dos Três Poderes, além dos comandantes das Forças Armadas, a quem o presidente fez questão de agradecer pela participação.
"Estamos aqui para lembrar que, se estamos aqui, é porque a democracia venceu. Caso contrário, muitos de nós talvez estivéssemos presos, exilados ou mortos, como aconteceu no passado. E não permitiremos que aconteça outra vez", prosseguiu Lula.
Em uma cerimônia anterior, o presidente recebeu de volta 21 obras de arte e peças do acervo cultural do Palácio do Planalto, que haviam sido vandalizadas pelos invasores no dia 8 de janeiro de 2023, entre elas, um relógio suíço do século 18 que pertenceu a Dom João VI e a icônica pintura As Mulatas, de Di Cavalcanti.
Após a cerimônia no Salão Nobre do Planalto, Lula e as autoridades desceram a rampa do palácio para um ato na Praça dos Três Poderes, batizado de Abraço da Democracia, com a presença de populares e movimentos sociais.
Obra em construção
Ainda em seu discurso em defesa da democracia, Lula falou que esse regime é uma obra em construção, e precisa ser uma realidade para todas as pessoas, além do discurso.
"Democracia para poucos não é democracia plena. Por isso, a democracia será sempre uma obra em construção. A democracia será plena quando todas e todos os brasileiros, sem exceção, tiverem acesso à alimentação de qualidade, saúde, educação, segurança, cultura e lazer", observou.
Lula seguiu destacando a necessidade de construir um país mais justo, especialmente para as minorias sociais oprimidas do país.
"A democracia será plena quando todos e todas sejam, de fato, iguais perante à lei, e a pele negra não seja mais alvo da truculência dos agentes do Estado. Quando os povos indígenas tiverem direito às suas terras, suas culturas e suas crenças. Quando as mulheres conquistarem igualdade de direitos, e o direito de estar onde quiser estar, sem serem julgadas, agredidas ou assassinadas", afirmou.
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