Vereador Paulo André, Presidente da Câmara Municipal de Camaragibe e autor do Projeto de lei Foto: Rafael Bento
De autoria do vereador e presidente da Câmara Municipal de Camaragibe, Paulo André, o Projeto de Lei nº 90/2026 foi aprovado em plenário por todos os vereadores presentes e propõe a mudança do nome “Córrego do Desastre” para “Córrego da Esperança”. A matéria segue agora para sanção do prefeito.
A iniciativa partiu do parlamentar, que defende a valorização das comunidades e a importância de ressignificar espaços marcados por um evento negativo. Segundo Paulo André, a proposta vai além de uma simples alteração nominal.
A iniciativa em Camaragibe integra um movimento maior de urbanismo social observado em diversas cidades da Região Metropolitana do Recife. A prática de renomear logradouros com termos positivos tem sido utilizada por gestores para facilitar a integração de áreas historicamente negligenciadas.
A proposta legislativa fundamenta-se na necessidade de remover estigmas negativos que pesam sobre os moradores da localidade. Segundo o vereador Paulo André, a alteração nominal é um passo simbólico fundamental para elevar a autoestima da comunidade. Conforme destacado pelo parlamentar em seu discurso de defesa do projeto, a localidade é composta por famílias trabalhadoras que não devem ser associadas a uma marca de tragédia. Segundo o autor da proposta, o novo nome reflete a garra da população e serve como um chamado para que o poder público dedique mais atenção e investimentos para a infraestrutura da área em 2026.
“Esse projeto nasce do olhar atento ao nosso povo. Ali não existe desastre, existem famílias trabalhadoras, gente de bem que merece respeito. Mudar o nome é dar um novo significado, é plantar esperança e mostrar que aquele lugar pode, sim, viver uma nova realidade, além de cobrar a atenção do Poder Público para aquelas famílias”, afirmou o vereador.
O apoio integral dos demais vereadores reforça o compromisso da câmara com ações de impacto social direto nas periferias de Camaragibe. De acordo com o texto aprovado, a mudança busca fortalecer a identidade local e promover o sentimento de pertencimento entre os cidadãos. Segundo consultores jurídicos da câmara, após a sanção do prefeito, os órgãos municipais e as empresas de serviços públicos, como Correios e concessionárias de energia, deverão ser notificados para atualizar a nomenclatura nos registros oficiais ao longo do segundo semestre de 2026, garantindo que a nova identidade seja plenamente integrada ao mapa urbano da cidade.
Conforme especialistas, como o arquiteto e urbanista Fabiano Diniz, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisador do Observatório das Metrópoles, a mudança funciona como um catalisador estratégico para a atração de futuras obras de saneamento básico e pavimentação. Segundo o especialista, ações que fortalecem a identidade local e os laços comunitários são essenciais para que as intervenções públicas não foquem apenas na utilidade técnica, mas na dignidade social.
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