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Vereador do Recife denuncia UFPE por reserva de vagas de Medicina para integrantes do MST

Parlamentar alega que iniciativa fere a isonomia; UFPE ainda não se pronunciou oficialmente sobre possível judicialização.

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22 de setembro de 2025 às 13:41   - Atualizado em 24 de setembro de 2025 às 18:14

Campus UFPE com lideranças do Movimento Sem Terra

Campus UFPE com lideranças do Movimento Sem Terra Foto: Divulgação/UFPE

O anúncio da criação de uma turma do curso de Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com 80 vagas destinadas a integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), provocou forte reação política. O vereador do Recife, Thiago Medina (PL), informou nesta semana que irá protocolar uma denúncia contra a universidade, alegando que a medida viola o princípio da isonomia e promove um privilégio com dinheiro público.

“É um absurdo utilizar recursos da União para criar vagas exclusivas para um movimento político e ideológico”, afirmou o vereador em pronunciamento oficial. Medina também declarou que acionará o Ministério Público Federal (MPF) e poderá ingressar com ação judicial caso a UFPE mantenha a decisão.

A polêmica gira em torno do edital da nova turma de Medicina, que será ofertada no campus da universidade no Agreste pernambucano, em Caruaru. Segundo o documento, os candidatos devem apresentar uma redação com temas relacionados à reforma agrária, educação do campo ou comunidades rurais, o que, segundo críticos, favorece candidatos com alinhamento ao movimento social em questão.

Para Medina, a universidade deveria priorizar critérios técnicos e socioeconômicos amplos, válidos para todos os estudantes brasileiros, especialmente em um curso historicamente concorrido como Medicina.

“Estamos falando de meritocracia e igualdade de oportunidades. Vagas devem ser distribuídas com base em critérios republicanos, não ideológicos”, completou.

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A proposta da UFPE, no entanto, se alinha a políticas afirmativas voltadas à inclusão de populações historicamente excluídas do ensino superior, especialmente no campo da saúde. Diversas universidades federais têm adotado modelos semelhantes para ampliar o acesso de quilombolas, indígenas e moradores de áreas rurais à educação superior.

Até o momento, a UFPE não divulgou posicionamento oficial em resposta às críticas ou à ameaça de ação judicial.

O debate levanta uma questão de fundo: como equilibrar políticas de reparação social com os princípios de isonomia e universalidade no ensino público? A judicialização do caso poderá oferecer uma resposta, mas o embate político e ideológico em torno do tema promete se intensificar.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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