André Sthwart, sobrevivente de ataque de tubarão em Olinda. Foto: Divulgação
O surfista André Sthwart Luiz Gomes da Silva, de 35 anos, voltou à Praia de Del Chifre, em Olinda, nesta quinta-feira, 29 de janeiro, local onde sofreu um ataque de tubarão em 2023. A presença dele ocorreu no mesmo dia em que um novo incidente envolvendo um animal marinho foi registrado na área, resultando em um adolescente ferido, que precisou ser encaminhado ao Hospital do Tricentenário.
André concedeu entrevista ao Diario de Pernambuco e manifestou preocupação, tristeza e frustração com a repetição de episódios no trecho do litoral.
Carregando uma cicatriz extensa na perna esquerda, consequência direta do ataque sofrido há dois anos, o surfista defendeu a adoção de medidas mais rígidas para impedir o banho de mar na região. Segundo ele, apenas ações educativas não conseguem evitar que pessoas continuem entrando no mar, mesmo com a área sendo considerada de alto risco para incidentes com tubarões.
“Só conscientização não dá. Todo dia tem gente tomando banho aqui. Não tem um salva-vidas para orientar. A gente quer um ponto com salva-vidas aqui”, afirmou André durante a entrevista. Ele também relatou o impacto emocional de presenciar um novo caso no mesmo local onde quase perdeu a vida. “Eu fico doente com isso. Porque a gente já fez vários protestos. Eu estou frustrado, porque é sofrimento”, acrescentou.
Atualmente, André integra o projeto Delmar, voltado à educação ambiental. De forma voluntária, ele costuma circular pela Praia de Del Chifre e conversar diretamente com banhistas. Durante essas abordagens, ele mostra a cicatriz na perna como forma de alertar sobre os riscos de entrar no mar naquela área específica.
“Aí eu mostro a cicatriz e alerto ‘toma banho aí não’”, relatou.
O surfista reforçou que sempre tentou evitar que outras pessoas passassem pela mesma experiência. “Sempre vim lutando para que não acontecesse com mais ninguém aqui. Várias vezes eu vim aqui”, disse. Para ele, o problema vai além da sinalização e envolve questões sociais e estruturais do entorno da praia.
André avaliou que, mesmo com a proibição de mergulho, muitas crianças frequentam o local por falta de opções de lazer.
“As crianças daqui não têm nada. Vai sair de casa, vai correr para onde? Vai correr pro mar, pô. Eu fui criança, eu fui assim. A gente não tem noção de perigo”, afirmou, ao comentar a realidade da comunidade que vive próxima à área interditada.
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De acordo com o comunicado, a atuação do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis é o responsável pela condição climática.
Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
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