A mulher e outras mães participaram e uma mobilização em frente ao Ministério Público do município, relatando enfrentar dificuldades semelhantes no acesso ao produto
Mãe/ prefeita de Serra Talhada Foto: Reprodução/Rede Social
A mãe de uma criança diagnosticada com microcefalia e paralisia cerebral, voltou a denunciar os atrasos e a quantidade insuficiente da fórmula alimentar fornecida pelo poder público para o tratamento do filho.
Nesta quinta-feira, 23 de julho, ela participou de uma mobilização em frente ao Ministério Público de Serra Talhada ao lado de outras mães que relatam enfrentar dificuldades semelhantes no acesso ao produto.
Durante entrevista a um Portal de notícias, a mãe afirmou que a situação continua causando insegurança às famílias que dependem da fórmula para garantir a alimentação adequada das crianças. Segundo ela, apesar de ter recebido uma mensagem informando que o produto estava disponível para retirada, a entrega não ocorreu da forma esperada.
De acordo com o relato, o pai de Isaac foi até o local indicado para buscar a fórmula, mas teria sido informado de que apenas duas latas seriam disponibilizadas. A informação, segundo a mãe, provocou forte abalo emocional no pai da criança, que passou mal e precisou ser encaminhado para atendimento hospitalar.
A mãe também criticou uma reunião realizada após a repercussão do caso envolvendo o fornecimento das fórmulas. Ela afirmou que nem ela nem as outras duas mães que concederam entrevistas sobre o problema receberam convite para participar do encontro. Mesmo assim, elas compareceram ao local posteriormente em busca de esclarecimentos.
Durante o desabafo, a mulher questionou quem seria o responsável pelas falhas na distribuição do produto. Segundo ela, durante a reunião foi informado pela prefeita que a responsabilidade pelos problemas não seria da gestora municipal nem da Secretaria Municipal de Saúde.
Ainda segundo a mãe, o filho necessita da fórmula diariamente e em horários determinados, consumindo seis medidas pasteurizadas por dia, o que exige fornecimento contínuo e suficiente para atender às necessidades nutricionais da criança.
Ela também relatou que o filho não recebeu a fórmula referente ao mês de dezembro e que, ao longo deste ano, o abastecimento teria ocorrido apenas três vezes, mesmo diante da necessidade permanente do tratamento.
Ao encerrar o apelo, a mãe pediu maior responsabilidade dos gestores públicos e reforçou a necessidade de que a distribuição da fórmula especial ocorra de forma regular, sem atrasos e na quantidade adequada, garantindo o atendimento das crianças que dependem do produto para sua saúde e qualidade de vida.
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