Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco Foto: Earlyson Gonçalves / Petrobras
A Refinaria Abreu e Lima (RNEST), situada no Complexo de Suape, em Pernambuco, consolidou em abril de 2026 o seu papel estratégico para a economia brasileira. A unidade atingiu a marca histórica de 385 milhões de litros de Diesel S-10 produzidos em um único mês. O número supera o recorde anterior, que permanecia intacto desde julho de 2016, e reflete o amadurecimento dos investimentos realizados na planta industrial.
Este salto na produção não é um fato isolado. Ele é o resultado direto da implementação do projeto de Revisão e Ampliação (Revamp) finalizado em 2025. O projeto elevou a capacidade de processamento da refinaria para 130 mil barris por dia, permitindo que a unidade operasse no maior volume de carga de sua história. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a fabricação do combustível menos poluente cresceu impressionantes 60%.
O aumento na produção da RNEST chega em um momento crucial para o Brasil. Diante das recorrentes tensões geopolíticas no Oriente Médio, que costumam desestabilizar o preço e a oferta de derivados de petróleo no mercado internacional, a autossuficiência torna-se uma questão de soberania.
De acordo com a diretoria da Petrobras, a ampliação do refino em solo pernambucano funciona como um "escudo" para o mercado interno. Ao produzir mais diesel S-10 localmente, a companhia reduz a vulnerabilidade do país a interrupções na cadeia global de suprimentos e garante o atendimento à demanda crescente, especialmente dos setores de logística e agronegócio.
Márcio da Silva Maia, gerente geral da Abreu e Lima, destaca que a unidade é peça-chave no Plano de Negócios 2026–2030 da Petrobras. Segundo ele, a RNEST é responsável por mais de metade de todo o aumento de capacidade de refino previsto para o parque industrial brasileiro nos próximos anos.
O recorde de abril é apenas o início de uma nova fase de expansão. A Petrobras está destinando cerca de R$ 12 bilhões para a conclusão do chamado Trem 2 da RNEST, além de manutenções estruturais no Trem 1.
A meta é audaciosa: adicionar mais 130 mil barris por dia à capacidade de processamento. Quando o projeto estiver concluído, em 2029, a refinaria terá dobrado seu tamanho, alcançando a marca de 260 mil barris diários. Além do diesel S-10, a ampliação deve impulsionar a oferta de gasolina, GLP (gás de cozinha) e nafta, reduzindo drasticamente a necessidade de importação desses produtos.
Produção de Diesel S-10: 385 milhões de litros (Recorde).
Crescimento anual: +60% em relação a abril de 2025.
Capacidade atual: 130 mil barris/dia.
Previsão 2029: 260 mil barris/dia.
Para Pernambuco e para o Brasil, os números da RNEST significam mais do que estatísticas industriais; representam a geração de oportunidades, o fortalecimento da infraestrutura logística e uma maior previsibilidade para o setor de combustíveis em tempos de incerteza global.
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