Reforma do calçadão de Boa Viagem Foto: Divulgação
A obra de requalificação do calçadão de Boa Viagem, uma das principais intervenções urbanas em andamento no Recife, voltou a registrar aumento de custos. De acordo com informações divulgadas pelo Blog do Manoel Medeiros, o contrato principal da reforma recebeu um terceiro aditivo financeiro no valor de R$ 11,5 milhões, elevando significativamente o montante investido desde o início da execução.
O novo acréscimo foi formalizado em 30 de março deste ano e faz parte de uma série de ajustes realizados sobre o contrato original firmado entre a Prefeitura do Recife e o consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Concrepoxi e EIP. Embora o documento já esteja em vigor, a publicação oficial do aditivo ainda não havia sido realizada no Diário Oficial do Município até a divulgação das informações.
Com a nova alteração contratual, a obra passa a custar aproximadamente R$ 144,6 milhões. Quando foi licitada, em 2024, o valor inicial previsto era de R$ 109,8 milhões.
Segundo os dados apresentados pelo Blog do Manoel Medeiros, os aditivos acumulados desde a assinatura do contrato somam cerca de R$ 39,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 28,6 milhões correspondem à inclusão de serviços extras e excedentes, enquanto outros R$ 11,2 milhões são atribuídos a reajustes relacionados à inflação.
Os chamados serviços extras e excedentes costumam ocorrer quando há necessidade de ampliar quantitativos previstos inicialmente ou incluir novas intervenções que não constavam no projeto original.
Até o momento, entretanto, os extratos dos aditivos divulgados não detalham quais atividades ou estruturas foram incorporadas ao contrato principal. Conforme informado pelo Blog do Manoel Medeiros, foi solicitado esclarecimento sobre os itens que motivaram os novos custos.
Além do aumento financeiro, a intervenção também sofreu alteração no cronograma. Inicialmente, a expectativa era de que os trabalhos fossem concluídos em fevereiro de 2026.
Com as mudanças realizadas ao longo da execução, o prazo foi estendido e a previsão atual aponta para conclusão em outubro deste ano.
A reforma contempla um dos cartões-postais mais conhecidos da capital pernambucana e tem impacto direto na mobilidade de moradores, turistas e frequentadores da orla.
Entre os desafios observados durante a execução da obra estão questões relacionadas ao assentamento do novo piso. Conforme relatos citados pelo Blog do Manoel Medeiros, alguns trechos apresentam desníveis e falhas de acabamento que vêm gerando críticas de usuários.
Atletas e praticantes de atividades físicas que utilizam a orla diariamente relatam dificuldades de circulação em determinados pontos, optando em alguns casos por utilizar a ciclovia em vez do espaço destinado aos pedestres.
As reclamações reforçam cobranças por melhorias na execução e fiscalização dos serviços contratados.
O contrato principal representa apenas uma parte dos investimentos previstos para a requalificação da orla recifense. Diversas intervenções complementares vêm sendo executadas por meio de contratos independentes ou processos licitatórios específicos.
Entre elas estão obras de paisagismo, instalação de mobiliário urbano, construção de reservatórios de água, revitalização de jardins, melhorias em áreas de convivência e serviços de gerenciamento e fiscalização.
De acordo com levantamento publicado pelo Blog do Manoel Medeiros, a soma de todos os contratos relacionados à requalificação da orla já ultrapassa R$ 221 milhões e pode alcançar cerca de R$ 224 milhões com a conclusão das licitações ainda em andamento.
O avanço dos custos ocorre em meio às discussões sobre a futura concessão da Orla Parque à iniciativa privada, prevista para um período de 25 anos. O projeto tem sido acompanhado por órgãos de controle e por setores da sociedade civil interessados nos impactos urbanísticos e financeiros da iniciativa.
1
3
09:52, 13 Ago
27
°c
Fonte: OpenWeather
Ação da Operação Ponto Cego também recolheu pinos plásticos, capas de coletes balísticos e balanças de precisão na Zona Sul.
O evento no estacionamento da entrada principal do Shopping Tacaruna vai reunir milhares de imóveis em empreendimentos das maiores construtoras de Pernambuco.
Também já foram contemplados os municípios de Caruaru, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Camaragibe, Ibirajuba, Paranatama, Buíque, Tuparetama e Serra Talhada.
mais notícias
+