O reconhecimento acontece logo após o presidente Lula sancionar a lei que institui o Dia Nacional do Brega na data de aniversário do cantor Reginaldo Rossi, conhecido como o Rei.
Reginaldo Rossi e Joelma. Fotos: Divulgação
Belém recebeu o título de Capital Mundial do Brega, concedido pela ONU Turismo, Organização Mundial das Nações Unidas para o Turismo, nesta sexta-feira, 30 de maio.
O anúncio foi feito durante a reunião do Conselho Executivo da entidade, em Segóvia, na Espanha. A honraria foi entregue ao ministro do Turismo do Brasil e presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo, Celso Sabino. O título celebra a riqueza cultural e a força popular do Brega paraense, ritmo já reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará desde 2021.
A relação de Belém com o Brega se confunde com a própria expansão do estilo musical. Nas periferias da cidade, o ritmo é mais que música: é resistência, lazer, memória e pertencimento.
Do romantismo tradicional ao tecnobrega moderno, esse ritmo tipicamente paraense já viu brilhar fora de suas fronteiras nomes como Pinduca, Wanderley Andrade, Joelma, Gaby Amarantos e Felipe Cordeiro.
O reconhecimento acontece logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar a Lei 5.616/2023 que institui o Dia Nacional do Brega, na data de 14 de fevereiro, dia de nascimento do cantor Reginaldo Rossi, conhecido como o Rei do Brega, que faleceu em 2013.
O deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) é o autor do projeto. Na justificativa, ele apontou a importância econômica do brega, que movimenta uma cadeia produtiva fundamental para as periferias urbanas e rurais, principalmente nos estados das regiões Norte e Nordeste.
Pedro Campos ainda disse que o ritmo resistiu e cresceu mesmo diante de preconceitos, ajudando a propagar a identidade da periferia.
"É inegável que a raiz do brega é periférica. A raiz do brega vem das comunidades mais pobres, quer seja do estado de Pernambuco, quer seja do Nordeste e do Brasil, e por isso o caminho do brega sempre foi mais difícil, é por isso que muitas vezes [o ritmo] foi utilizado como algo pejorativo, algo cafona, não como algo que ressaltava e reforçava os sentimentos", declarou.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações da Agência Brasil.
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