Trânsito de Recife. Foto: João Velozo/Esp DP
O trânsito no Recife tornou-se um dos maiores desafios urbanos da capital pernambucana. Estudos recentes colocam a cidade entre as piores do Brasil e do mundo em termos de congestionamento e tempo perdido no deslocamento. Segundo dados da empresa de mobilidade urbana Moovit, Recife ocupa a quarta posição no país em tempo gasto no transporte público, com passageiros perdendo, em média, 55 minutos por dia. Além disso, a cidade apresenta o pior índice de espera pelo transporte público no Brasil, com cerca de 20 minutos por trecho, o que coloca Recife também entre as piores do mundo nesse quesito.
Em relação ao congestionamento, Recife ocupa a segunda posição no Brasil, atrás apenas de São Paulo. Em 2023, os motoristas recifenses gastaram, em média, 116 horas no trânsito, sendo 50% desse tempo perdido em congestionamentos. A cidade também figura entre as dez mais congestionadas do mundo, ocupando o décimo lugar, com uma média de 55,6 minutos por trajeto.
Além dos congestionamentos, o Recife enfrenta altos índices de acidentes de trânsito. Em 2023, a cidade registrou um aumento de 37% no número de mortes no trânsito em comparação ao ano anterior. A maioria dessas fatalidades ocorre durante a noite e madrugada, períodos em que a fiscalização eletrônica está desligada desde 2007 por determinação judicial, o que agrava ainda mais a situação.
Especialistas apontam que a falta de investimentos em infraestrutura, o crescimento desordenado da frota de veículos e a ausência de políticas públicas eficazes de mobilidade urbana são fatores que contribuem para esse cenário caótico. A situação exige ações urgentes por parte das autoridades municipais e estaduais para melhorar a mobilidade e garantir a segurança dos cidadãos.
Enquanto isso, os recifenses continuam enfrentando diariamente os desafios de um trânsito cada vez mais insustentável.
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