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Recife concentra pobreza e registra maior população das classes D e E entre capitais do Nordeste

O estudo mostra que o Recife registrou, entre 2020 e 2023, a saída de aproximadamente 38 mil pessoas da classe B indicando uma retração na faixa intermediária de renda.

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02 de junho de 2025 às 11:25   - Atualizado às 11:40

Desigualdade social que atinge comunidades como o Pilar, no Bairro do Recife.

Desigualdade social que atinge comunidades como o Pilar, no Bairro do Recife. Foto: Hesíodo Goes/Esp DP

Recife concentra hoje a maior proporção de população das classes D e E entre as capitais do Nordeste, de acordo com estudo baseado na PNAD Contínua Anual do IBGE. Os dados apontam que 62,5% dos moradores da capital pernambucana têm renda domiciliar mensal de até R$ 3.500. O percentual supera cidades como Fortaleza (58,4%) e Salvador (57,9%).

Esse recorte coloca o Recife entre as cidades com maiores desafios em relação à distribuição de renda. Embora a capital tenha um Produto Interno Bruto (PIB) significativo para os padrões da região, os números indicam que grande parte dessa riqueza não se reflete diretamente em melhoria de qualidade de vida para a maioria da população.

Além disso, o estudo mostra que o Recife registrou, entre 2020 e 2023, a saída de aproximadamente 38 mil pessoas da classe B (com renda entre R$ 8 mil e R$ 25 mil), indicando uma retração na faixa intermediária de renda. A cidade também apresenta um dos menores percentuais de população da classe A (acima de R$ 25 mil por mês): apenas 2,1%, número semelhante ao de Salvador.

A concentração da população em faixas de renda mais baixas tem implicações diretas em setores como saúde, educação, infraestrutura urbana e mercado de trabalho. Especialistas ouvidos por veículos de imprensa ressaltam que o fenômeno é multifatorial e envolve questões históricas de urbanização desigual, dificuldades no acesso a serviços públicos e impacto da informalidade na renda das famílias.

Os dados servem de base para que gestores públicos avaliem políticas voltadas à redução da desigualdade e promoção da mobilidade social. O cenário também reforça a importância de investimentos estruturantes que possam contribuir para a inclusão econômica e social de grande parte da população recifense.

Enquanto outras capitais do país apresentam avanços na redução da pobreza, os indicadores reforçam os desafios específicos enfrentados por Recife para promover crescimento com inclusão social.

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