Esgoto a céu aberto na comunidade Roda de Fogo, no Recife Foto: Divulgação
A atualização do Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, traçou a radiografia da infraestrutura básica nas 100 maiores cidades do país. Desenvolvido com base nas informações autodeclaradas pelos prestadores de serviços e consolidadas pelo Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), o relatório utiliza o ano-base de 2024. No cenário nacional, o Recife ocupa a 80ª colocação geral.
Apesar de ter apresentado uma leve variação positiva de três posições em relação ao relatório de 2025 (quando ocupava o 83º lugar), os dados estatísticos revelam que a capital de Pernambuco, cuja população total registrada é de 1.587.707 habitantes, enfrenta sérios gargalos estruturais, com destaque para a retração na cobertura de esgoto e altos índices de desperdício de água.
Os serviços de água e esgotamento sanitário na capital são operados pela Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA). Abaixo estão os números oficiais que balizaram a nota e a posição do município no estudo de 2026:
| Indicador Analisado (Ano-Base 2024) | Dado Estatístico Oficial |
| População Total (IBGE) | 1.587.707 habitantes |
| Posição no Ranking Geral (2026) | 80º lugar |
| Posição no Ranking Geral (2025) | 83º lugar |
| Indicador de Atendimento Total de Água | 78,93% |
| Indicador de Atendimento Total de Esgoto | 40,28% |
| Indicador de Tratamento Total de Esgoto | 70,77% |
| Indicador de Perdas na Distribuição | 44,20% |
| Investimento Total (2020 a 2024) | R$ 881,85 milhões |
| Investimento Médio per Capita | R$ 111,08 por habitante |
A análise isolada das dimensões do relatório joga luz sobre as principais deficiências da infraestrutura recifense:
No recorte específico de Atendimento Total de Água, a nota do Recife ficou fixada em 7,97, posicionando a capital em um crítico 91º lugar nacional nesse quesito específico. Com apenas 78,93% da população urbana atendida, a cidade figura na lista das dez piores posições do país no fornecimento de água regulamentada, ficando imediatamente acima de municípios como Paulista (78,90%) e Jaboatão dos Guararapes (68,43%).
O indicador que mede a evolução do atendimento de esgoto nas capitais brasileiras aponta que o Recife não apenas patina na cobertura, mas registrou regressão nos últimos anos. Em vez de avançar em direção às metas do Marco Legal do Saneamento, o município teve a terceira maior queda percentual de cobertura asfáltica de esgoto entre as capitais:
Esse recuo deixa mais de 59% dos recifenses sem acesso a redes oficiais de coleta de esgoto em suas residências.
Outro ponto crítico está no Indicador de Perdas na Distribuição, fixado em 44,20%. Esse número significa que quase metade de toda a água potável tratada e injetada nas redes de distribuição da COMPESA é perdida antes de chegar às torneiras dos consumidores, seja por vazamentos estruturais, ligações clandestinas ou falhas de medição.
Por fim, o volume financeiro injetado no setor de 2020 a 2024 somou R$ 881,85 milhões. Diluído pelo tamanho da população, o investimento médio per capita de R$ 111,08 por habitante demonstra que o ritmo dos aportes financeiros atuais não tem sido suficiente para reverter o histórico de perdas de água e o déficit de atendimento de esgoto na capital pernambucana.
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Fonte: OpenWeather
Dois homens foram presos durante operação da Polícia Rodoviária Federal no Sertão de Pernambuco; droga era transportada em caminhonetes de luxo.
Segundo os suspeitos, a viagem havia começado no Tocantins. Eles relataram aos policiais que recebiam orientações sobre o trajeto à medida que avançavam pela estrada.
Os números foram divulgados pela Apac às 5h50 desta terça, em meio à intensificação do sistema meteorológico que atua sobre Pernambuco.
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