Documento compartilhado nas redes sociais utilizava carimbo de médica sem autorização e pode envolver crimes como falsidade ideológica e falsificação.
20 de maio de 2026 às 15:41 - Atualizado às 15:45
Receituário com expressão obscena é investigado. Foto: Reprodução
Uma imagem que passou a circular nas redes sociais nos últimos dias provocou repercussão e abriu uma investigação interna na área da saúde do município de Alagoinha, no Agreste pernambucano.
O caso envolve um suposto receituário médico com conteúdo obsceno e incompatível com qualquer prescrição clínica. O documento fraudulento trazia a frase “3h de b*ceta” e utilizava o carimbo de uma médica vinculada à rede pública de saúde da cidade.
Segundo informações confirmadas pelas autoridades locais, a profissional não produziu o documento, não assinou o papel e sequer tinha conhecimento da circulação da imagem até a repercussão nas redes sociais.
A ausência de assinatura foi apontada como um dos principais indícios de falsificação, já que o receituário não possui validade técnica nem jurídica sem a autenticação da profissional responsável.
A investigação trabalha com a hipótese de que terceiros tiveram acesso ao carimbo físico da médica e utilizaram o material sem autorização.
O episódio passou a ser tratado como possível crime. Entre as infrações analisadas estão:
A apuração também tenta identificar quem criou o documento e quem iniciou a disseminação da imagem nas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Em nota oficial, a Secretaria de Saúde reforçou que o conteúdo divulgado não possui qualquer relação com os protocolos adotados pelas unidades de saúde do município e afirmou que todos os documentos médicos oficiais seguem critérios técnicos e éticos rigorosos.
O texto também destaca que o uso do carimbo ocorreu sem consentimento da médica identificada no papel.
Embora a imagem tenha começado a circular no início de maio, o conteúdo voltou a ganhar força nos últimos dias, ampliando a repercussão do caso. Até o momento, nenhum suspeito foi oficialmente identificado ou responsabilizado.
A investigação segue em andamento para rastrear a origem da montagem e esclarecer como o carimbo da profissional teria sido utilizado no documento falso.
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Desde o início da ação, em maio de 2025, já foram realizados 122.612 atendimentos em 173 municípios pernambucanos. O total inclui 26.139 consultas e 96.473 exames e biópsias.
O evento acontecerá de 15 de agosto, com concentração às 5h e largada às 6h, na Praça Duque de Caxias, conhecida como Praça do Quartel, em Casa Caiada.
O caso foi em 2025, mas a decisão de segunda instância foi publicada na última semana de julho. O tribunal manteve a condenação definida anteriormente pela Justiça do Trabalho.
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