Raquel Lyra aparece com 52% dos votos válidos na pesquisa Datafolha em Pernambuco (Foto: Divulgação)
A Raquel Lyra votos válidos alcança uma marca que pode ser decisiva na disputa pelo Governo de Pernambuco. Na nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (21), a governadora aparece com 51,6% dos votos válidos, enquanto João Campos registra 44%.
O cálculo exclui votos brancos, nulos e eleitores que ainda não definiram o candidato. Dessa forma, Raquel ultrapassa a metade dos votos considerados na disputa, resultado que, se fosse reproduzido nas urnas, seria suficiente para garantir a eleição ainda no primeiro turno.
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, ouviu 1.204 eleitores em Pernambuco e tem margem de erro de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-01528/2026.
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra aparece com 47% das intenções de voto, enquanto João Campos tem 40%.
Os demais candidatos somam percentuais menores: Ivan Moraes aparece com 1%, Renan Hallais com 1%, Professora Camila com 1% e Guilherme Fonseca também com 1%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheram nenhum dos nomes representam 5%, enquanto 4% não souberam responder.
Quando esses votos que não são destinados a candidatos são retirados da conta, chega-se ao cenário de votos válidos. É nesse recorte que Raquel passa de 47% para 51,6%%, enquanto João Campos vai de 40% para 44%.
A diferença entre os dois, portanto, chega a oito pontos percentuais nos votos válidos.
Nas eleições para governador, a legislação estabelece que o candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos votos válidos para ser eleito no primeiro turno.
Por isso, o resultado de 51,6% para Raquel Lyra chama atenção. Em termos matemáticos, o percentual está acima dos 50% necessários para uma vitória em primeiro turno.
Isso, porém, não significa que a eleição esteja definida. Pesquisa eleitoral representa o momento em que os eleitores foram entrevistados e possui margem de erro. Além disso, ainda há tempo de campanha até a votação, e o comportamento do eleitor pode mudar.
O cenário também precisa ser analisado levando em consideração que Raquel aparece com 47% na intenção de voto estimulada, e a conversão para votos válidos ocorre apenas porque são retirados da conta os eleitores que declararam voto branco, nulo ou nenhum candidato e os indecisos.
João Campos ocupa a segunda colocação no levantamento. O candidato do PSB registra 40% das intenções de voto no cenário estimulado e chega a 44% quando considerados apenas os votos válidos.
A diferença para Raquel Lyra é de oito pontos percentuais nesse recorte.
O resultado representa uma mudança relevante em relação a levantamentos anteriores do Datafolha. Em maio, por exemplo, a governadora aparecia com 48% e João Campos com 43% no cenário estimulado de primeiro turno.
Na pesquisa divulgada agora, Raquel mantém a liderança e amplia a distância no cenário de votos válidos.
Apesar da vantagem de Raquel Lyra, os números não permitem afirmar que a governadora será eleita no primeiro turno.
A pesquisa é uma fotografia do momento eleitoral. A campanha começou oficialmente em 16 de agosto, e ainda haverá debates, propaganda eleitoral, eventos de campanha e novas pesquisas até o dia da votação.
Outro dado importante é a rejeição. Segundo o Datafolha, 32% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum em João Campos, enquanto 29% dizem o mesmo em relação a Raquel Lyra.
Assim, embora a governadora tenha ultrapassado a barreira dos 50% no cálculo de votos válidos, a disputa permanece sujeita a mudanças.
Se o resultado da pesquisa fosse reproduzido exatamente nas urnas, Raquel Lyra estaria matematicamente em condição de vencer o Governo de Pernambuco já no primeiro turno. Mas, como se trata de uma pesquisa de intenção de voto, o resultado não representa uma previsão definitiva da eleição.
O levantamento ouviu 1.204 pessoas e tem margem de erro de três pontos percentuais.
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Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, os quatro candidatos estão tecnicamente empatados dentro do cenário apresentado pelo levantamento.
O levantamento ouviu 1.204 pessoas entre os dias 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
As remunerações variam entre R$ 3.181,39 e R$ 5.215,39, além de auxílio-alimentação de R$ 1.192. As jornadas podem ser de 20 a 40 horas semanais, dependendo da função.
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