Prefeitura em Pernambuco investiga receita médica com prescrição de "3h de b*ceta" Foto: Reprodução
A Secretaria de Saúde de Alagoinha, município de Pernambuco, abriu uma investigação interna para descobrir os responsáveis por um documento fraudulento que simula uma prescrição médica com o texto “3h de buceta”.
A imagem, que começou a circular no início de maio, voltou a ganhar força nas redes sociais nesta semana. O município trata o episódio como crime e confirmou que a médica identificada no carimbo foi vítima de uso indevido de seus dados.
De acordo com o governo municipal, a profissional de saúde não elaborou o texto, não carimbou o papel e sequer sabia do ocorrido. O principal indício de fraude está na total ausência de assinatura no papel, o que anula qualquer validade legal ou técnica do receituário. A prefeitura trabalha com a hipótese de que alguém teve acesso ao carimbo físico da médica e o usou sem autorização.
A administração pública reforçou que os termos utilizados no papel violam todas as diretrizes e o padrão de atendimento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.
O comitê que apura o caso tenta agora rastrear a origem da publicação. Os envolvidos na criação ou na difusão da imagem podem responder por crimes graves, como falsidade ideológica e falsificação de documento.
A Secretaria de Saúde do município de Alagoinha foi procurada para informar se algum suspeito já foi identificado, mas ainda não se pronunciou sobre o andamento atual das investigações.
A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha-PE, no exercício de suas atribuições legais e em estrita observância aos princípios da legalidade, moralidade, transparência e ética administrativa, vem, por meio desta, prestar esclarecimentos acerca de documento que simula receita médica, com linguagem inadequada e dissociada de prescrição médica, recentemente divulgado em redes sociais e blogs, cujo conteúdo não reflete as diretrizes, normas e políticas adotadas por este Município.
Inicialmente, cumpre destacar que o referido documento não foi devidamente validado pela profissional técnica constante no carimbo aposto, não possuindo, portanto, assinatura que comprove sua autoria, responsabilidade ou concordância com o conteúdo nele exposto.
Esclarece-se, ainda, que o uso do carimbo constante no documento não foi realizado pela profissional responsável, tampouco contou com sua anuência ou participação.
Há indícios de que o carimbo tenha sido utilizado por terceiros, sem autorização, razão pela qual o Município está instaurando procedimento interno para apuração dos fatos.
Nesse contexto, busca-se verificar se consiste em eventual montagem do documento ou de uso indevido do carimbo da referida profissional, destacando-se que, em nenhum momento, houve a aposição de sua assinatura no documento.
Ressalta-se que a Secretaria Municipal de Saúde adota rigorosamente padrões éticos e técnicos na emissão de documentos oficiais, não reconhecendo como válidos aqueles que não observem os trâmites formais e as devidas autenticações.
Por fim, informa-se que todas as medidas administrativas cabíveis estão sendo adotadas para a completa elucidação dos fatos, com a devida identificação dos responsáveis e eventual responsabilização, nos termos da legislação vigente.
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