Estacionamento do parque iria a leilão por R$ 3,8 milhões e Prefeitura do Recife Foto Montagem/Portal de Prefeitura
No dia 20 de março de 2025, um leilão anunciado no Instagram do leiloeiro Diogo Martins trouxe à tona uma situação peculiar envolvendo um terreno em frente ao açude de Apipucos, na zona norte do Recife. O terreno, que estava sendo leiloado por R$ 3,8 milhões no primeiro pregão, no dia 2 de abril, fazia parte do Parque de Apipucos e estava vinculado a uma dívida da construtora Conic com o banco Santander. Caso o imóvel não fosse vendido, o preço cairia para R$ 1,9 milhão no segundo leilão, marcado para o dia 9 de abril.
A área em questão foi desapropriada pela Prefeitura do Recife durante a gestão do ex-prefeito João da Costa (PT) em 2011, com o objetivo de integrar o Projeto Capibaribe Melhor. A área foi cedida à gestão municipal em 2020 como medida de compensação pela construção civil de iniciativa privada, mas essa doação não foi registrada em cartório, o que causou o erro de a construtora Conic continuar figurando como proprietária no registro do imóvel.
Após o anúncio do leilão, a Prefeitura do Recife não tinha conhecimento de que parte do parque estava sendo leiloada. Quando a situação foi descoberta, a prefeitura entrou com uma ação judicial para suspender o leilão, e a 31ª Vara Cível do Recife atendeu ao pedido, cancelando a venda do terreno.
O imóvel, que integra a concessão de 30 anos do Parque de Apipucos à concessionária Viva Parques do Brasil, está sendo utilizado pela empresa para implementar projetos de educação ambiental, mas o leilão gerou uma série de questionamentos, principalmente sobre o fato de o terreno ser parte de um parque municipal. A empresa concessionária também afirmou não ter conhecimento do leilão.
A matéria completa com mais detalhes sobre o caso está disponível no site Marco Zero Conteúdo.
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