Professora Elcione cumpriu agenda em escola e em evento relativo à consciência negra. Foto: Fotos: Ivonildo Pedro/SECOM Igarassu.
Na tarde desta terça-feira (02), a prefeita de Igarassu professora Elcione Ramos assinou a Ordem de Serviço (OS) para a reconstrução da Escola Arthur Carlos, na Vila Saramandaia.
Entre as melhorias, estão a climatização em todas as salas, ampliação da cozinha, construção de um pátio totalmente coberto, novo forro para mais adequação acústica e térmica, implementação de uma sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), nova sala de professores, ampliação de seis para onze salas de aula e novos banheiros.
Durante a assinatura, a professora Elcione destacou que a reconstrução do espaço reafirma o compromisso de sua gestão com a educação. A escola vai receber cara nova. “Sempre digo que nada vence a força do trabalho, e estar assinando mais uma Ordem de Serviço comprova isso. Continuaremos fazendo o melhor para que todos os igarassuenses tenham acesso a uma educação de qualidade”, frisou.
À noite, a prefeita também marcou presença no evento de culminância do Novembro da Consciência Negra, cujo tema foi “Igarassu Cidade Mãe: Nossa Quilombo, Raiz e Legado”. A programação da noite contou com a homenagem ao Mestre José Comprido Guardião do Cavalo Marinho, além de atrações culturais que celebraram a diversidade e força da cultura negra em Igarassu.
No evento, Elcione disse que “é muito bom saber que seguimos nos caminho certo, em busca de uma cidade livre de descriminação ou preconceitos. Seguiremos celebrando, com alegria, a cultura e a arte do nosso povo”, lembrou a professora.
Adolescentes de Igarassu conquistam ouro na Olimpíada Nacional de Astronomia
"Achava que seria cortadora de cana no futuro, mas a educação nos deu sonhos”, diz Edelly Nayane, de 14 anos, resumindo a trajetória de três adolescentes que encontraram na ciência a esperança de sonhar mais alto.
Na Olimpíada Nacional de Astronomia de 2025, ela, Olavo Cândido (12) e Késia Rayane (14) conquistaram o primeiro lugar na 79ª Jornada de Foguetes, realizada em novembro deste ano no Rio de Janeiro, trazendo a medalha de ouro para Pernambuco.
A Jornada de Foguetes continua ao longo desta segunda-feira, primeiro dia de dezembro, prosseguindo até quinta-feira (4), e retomará entre os dias 8 e 11 do mesmo mês.
Os três competiram contra representantes de 99 instituições de todo o país, entre escolas particulares, institutos federais e colégios de aplicação.
Os vencedores são da rede pública municipal, do Centro de Educação Integral Evangelina Delgado de Albuquerque, que fica no distrito de Três Ladeiras, em Igarassu.
Ali, entre canaviais e estradas de barro, o horizonte profissional de muitos se limita ao trabalho braçal nas lavouras, numa área da zona rural separada por 30 quilômetros do Centro da cidade.
Numa região onde o futuro costuma ser estreito, a escola abriu portas: equipada com laboratórios, formação contínua dos professores e constante estímulo à curiosidade de alunos que antes só viam o mundo pela janela do ônibus escolar. A cada teste de foguete que subia, subia também a ideia de que eles podiam ir mais longe
Ciência com garrafa PET
Na escola integral, os alunos têm eletivas: podem escolher entre Astronomia, Teatro, História e muitos outros cursos. A maioria escolhe o que parece útil.
Quando a coordenação anunciou a competição nacional de foguetes na eletiva de Astronomia, as turmas não se interessaram tanto. Mas para esses três, era tudo.
"A gente ama estudar os céus", diz Edelly. Olavo também explica que o interesse na prova foi tão grande que estudavam em casa, com os recursos que tinham: “A gente buscava na internet e assistia canais no YouTube, como ‘Fogueteiro’ e ‘Manual do Mundo’”.
No entanto, eles precisavam de conhecimento técnico: foi só quando pegaram uma garrafa PET e transformaram a teoria em propulsão real que entenderam o poder da educação científica.
"Eles usaram na prática conceitos de várias disciplinas, principalmente a física, como propulsão e aerodinâmica, e descobriram que a ciência é acessível e transformadora", resume o monitor Pedro Henrique.
Além de garrafa PET, o foguete que venceu o Brasil foi construído com placas de trânsito reaproveitadas para fazer as aletas, massa epóxi e cola. Materiais simples, mas combinados com rigor científico.
"A gente precisava medir a quantidade de massa, a quantidade da cola, o foguete… Para não ficar tão pesado, mas também não tão leve. Cada falha nos testes (e foram muitas) virou aprendizado”, explica Késia.
O professor Sérgio Botelho orientava, mas eram eles que ajustavam, refaziam, insistiam. Nos últimos testes, saíam para áreas desmatadas da comunidade. Levavam a base de lançamento, marcavam distâncias com cones a cada metro, gravavam tudo em vídeo.
Foi assim que o foguete deles atingiu 229,6 metros de alcance, tornando-se o campeão nacional.
O Laboratório 7.0, implantado pela prefeitura em parceria com o Sistema de Ensino Dulino, segue a metodologia do "aprender fazendo", usando recursos simples para incentivar o método científico.
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A iniciativa surge em um momento em que os estoques de sangue costumam diminuir, enquanto a demanda hospitalar continua elevada.
O estudo busca medir a percepção da população sobre a atuação das administrações municipais, com base em critérios definidos pela própria instituição responsável pela pesquisa.
Os índices elevados podem provocar aumento no nível de rios e canais, além de alagamentos em áreas mais vulneráveis.
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