Policiais acusados de participar de chacina em Camaragibe são soltos após decisão unanime do TJPE Fotos: Reprodução
Os cinco policiais militares réus por participação na sequência de assassinatos, que ficou conhecida como Chacina de Camaragibe, foram libertos nesta quarta-feira, 27 de março, após uma determinação da 3° Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Na sessão, a defesa do militar Paulo Henrique Ferreira Dias afirmou que os outros sete réus, com as mesmas acusações, estão soltos. Por isso, o mesmo tratamento deveria ser dado a todos os outros, independente de patentes.
A desembargadora do caso Daisy Maria de Andrade Costa, relatora do pedido de habeas corpus, votou contrária à liberdade dos réus. Mas, após o desembargador Eudes dos Prazeres França votar favoravelmente, ela voltou atrás e concordou com a soltura, desde que eles continuassem monitorados virtualmente. O terceiro desembargador, Cláudio Jean Virgínio, também votou a favor, e assim a medida ficou decidida por unanimidade.
Dessa forma, o tenente-coronel Fábio Roberto Rufino da Silva, comandante do 20º Batalhão da PM na época; o tenente-coronel Marcos Túlio Gonçalves Martins Pacheco, que ocupava o segundo posto de comando da inteligência da PM; o 1º tenente João Thiago Aureliano Pedrosa Soares, o soldado Diego Galdino Gomes, a cabo Janecleia Izabel Barbosa da Silva, o 2º sargento Eduardo de Araújo Silva e o 3º sargento Cesar Augusto da Silva Roseno foram libertos, mas seguem afastados de suas funções públicas.
Em novembro de 2023, uma militares do BOPE se envolveram em uma ação que resultou em nove pessoas mortas na cidade de Camaragibe. Uma câmera de segurança filmou o momento em que eles invadiram residência e atiraram várias vezes. Depois, dois corpos enrolados em lençóis são retirados e levados nas viaturas.
No dia seguinte ao fato, a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) mandou prender em flagrante nove policiais militares. No outro dia (22), em audiência de custódia, seis PMs ficaram presos preventivamente, três ganharam liberdade provisória e o comandante do Bope tenente-coronel Wambergson Correia Melo foi afastado. Os seis PMs presos foram soltos em 18 de dezembro.
No início de janeiro de 2024, 40 dias após as mortes dos dois homens, uma força-tarefa da Polícia Civil mobilizou três delegados para dar seguimento à investigação que, até então, oficialmente, segue sem prazo para a conclusão.
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