Maria Luíza. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta terça-feira, 3 de novembro, o principal suspeito de assassinar a manicure Maria Luíza da Silva Cabral, de 19 anos.
O homem foi localizado no município de Itamaracá, no Litoral Norte de Pernambuco, após mais de dois meses de investigação. Contra ele, já havia um mandado de prisão expedido pela Justiça.
O caso aconteceu em agosto e teve grande repercussão pela violência empregada contra a jovem. O corpo de Maria Luíza foi encontrado no dia 29 daquele mês, em uma área de mata às margens da BR-101, no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife.
A vítima apresentava marcas de disparos de arma de fogo e golpes de faca. Além disso, o corpo havia sido parcialmente queimado, conforme as informações divulgadas sobre o crime.
Após a prisão, o suspeito foi levado para a sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da capital pernambucana, onde foram realizados os procedimentos relacionados à ocorrência.
A notícia da captura levou familiares da jovem até o departamento policial. A mãe de Maria Luíza, Marilene, compareceu ao local acompanhada de parentes e cobrou justiça pela morte da filha. Em frente à unidade, ela afirmou que ainda não havia recebido informações sobre a identidade do homem detido.
"Até no momento presente a gente não sabe quem é que realmente tá lá dentro, só sabe que foi um dos assassinos, dos participantes do assassinato da minha filha", declarou.
Em meio à expectativa pela prisão, Marilene descreveu sentimentos de felicidade, tristeza e angústia. Para ela, a captura representa um avanço na busca por respostas, mas não diminui a dor provocada pela perda da filha.
A mãe afirmou que espera que todos os envolvidos sejam responsabilizados e que outras famílias não precisem enfrentar uma situação semelhante.
"Eu sei que a gente não traz mais minha filha de volta, mas eu tenho fé em Deus que nem o Vitor Nova, nem a Marcela vai fazer mais nenhuma família sofrer, que eles vão pagar por tudo que fizeram", disse, mencionando pessoas que, segundo ela, também teriam participação no crime.
Marilene também manifestou o desejo de ficar frente a frente com os suspeitos para entender o que motivou o assassinato da jovem. A família ainda busca esclarecer as circunstâncias da violência que resultou na morte de Maria Luíza.
A manicure deixou dois filhos pequenos: uma menina de três anos e outra criança de quatro anos, conforme relatado pela mãe.
As investigações sobre a morte de Maria Luíza também tiveram como elemento importante imagens de câmeras de segurança que registraram os últimos momentos conhecidos da jovem.
Horas antes do crime, ela foi filmada saindo de um estabelecimento comercial e entrando em um automóvel no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, onde morava em uma comunidade da região.
Segundo o relato de Marilene, a filha havia sido vista pela última vez no dia 28 de agosto, um dia antes de o corpo ser localizado em Passarinho.
A descoberta do cadáver, com sinais de violência e parcialmente queimado, deu início às investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Com a prisão realizada nesta terça-feira, o caso avança após mais de dois meses de apuração. A identificação de possíveis outros envolvidos e o esclarecimento da motivação do assassinato permanecem entre as questões que a família espera ver respondidas.
Até o momento, as informações divulgadas apontam o homem preso como principal suspeito do crime. A responsabilidade penal dos investigados deverá ser estabelecida no decorrer da investigação e dos procedimentos judiciais.
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