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Polícia Científica de Pernambuco inicia formação de 229 novos servidores

Cerimônia de abertura marca o começo do curso, com previsão de atuação até 2026.

Beto Dantas

07 de outubro de 2025 às 16:39   - Atualizado às 17:12

Novos alunos do curso de formação da Polícia científica.

Novos alunos do curso de formação da Polícia científica. Fotos: Miva Filho/SECOM-PE

Nesta segunda-feira (06), a solenidade de abertura marcou o início da última etapa do processo seletivo para 229 futuros servidores da Polícia Científica de Pernambuco, entre peritos criminais, médicos legistas e agentes de medicina legal, que serão preparados para atuar no fortalecimento da justiça e da segurança pública. A cerimônia, realizada no auditório do Centro Universitário Aeso Barros Melo (Uniaeso), em Olinda, reuniu autoridades e representantes das forças de segurança.

 

Em nome da turma, a oradora Juliana Ferreira, 38, emocionou o público ao relembrar a trajetória de esforço e superação de cada aluno. “Escolhi a Polícia Científica porque eu acredito na coragem de dar voz às vítimas que foram silenciadas. Para mim, ser servidora não é apenas estabilidade, é humanidade. É compromisso com aqueles que precisam de nós. A nós servidores, eu desejo força, coragem e empenho. Cada obstáculo enfrentado até aqui nos tornou mais fortes para cumprir essa missão. A perícia é a última voz da vida e é com coragem, dignidade e empatia que vamos honrar essa responsabilidade”, afirmou.

 

Para muitos dos alunos presentes, o momento marca uma verdadeira virada de trajetória e transição de carreira. É o caso da advogada Tuanny Oliveira, de 32 anos, natural de Garanhuns. Com a carteira da OAB em mãos, ela conciliava o trabalho na área com longas jornadas de estudos no seu tempo livre, determinada a se tornar funcionária estadual. O início no curso, segundo ela, representa a conquista de um propósito antigo. “Mesmo já atuando na advocacia, meu objetivo final sempre foi trabalhar para o Estado e me tornar servidora pública. Estar aqui hoje é a concretização de um sonho que nasceu lá atrás, fruto de muitos anos de estudo e preparação. É o início de uma nova fase e a chance de contribuir com a justiça de uma forma ainda mais efetiva”, relatou Tuanny.

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Com uma trajetória semelhante, Felipe Camargo, 33 anos, licenciado em Física, reforça o caráter vocacional da carreira. Inspirado por uma antiga professora do ensino médico que se tornou perita, ele decidiu seguir passos parecidos e transformar o interesse em missão de vida. “Foi uma década sonhando e dois anos na preparação. Sempre admirei o impacto que a perícia possui, e agora quero agregar na segurança pública pernambucana e trazer um retorno para a população”, afirmou o ex-professor.

 

Já Tainá Correia, 30 anos, biomédica e servidora estadual desde 2018, viu na nova oportunidade uma forma de crescer dentro da própria instituição. “Desde a graduação eu me encantava pela área de perícia. Quando entrei como agente, após fazer a prova em 2016, tive a certeza de que era isso que eu queria seguir. Dentro da área eu tive ainda mais vontade de subir de nível pela afinidade no cargo. Poder avançar na carreira e contribuir em uma nova função é uma grande conquista”, contou.

 

O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, ressaltou o avanço do programa Juntos Pela Segurança, que vem promovendo a recomposição das forças policiais e ampliando o número de profissionais em atuação no Estado. Segundo a autoridade, até 2026, mais de sete mil novos servidores estarão nas ruas e nos laboratórios, fortalecendo a segurança pública. “É esse tipo de profissional, preparado e comprometido, que queremos formar aqui”, completou.

 

Com o início do curso de formação, os novos servidores da Polícia Científica se preparam para integrar oficialmente as forças de segurança de Pernambuco no primeiro semestre de 2026, reforçando a atuação pericial do Estado e contribuindo para a consolidação de uma política pública de segurança baseada em ciência e compromisso humano. O curso tem duração de quatro meses e será supervisionado pela Escola Superior de Polícia Civil (ESPC), pela Academia Integrada de Defesa Social (ACIDES) e pela Coordenação de Ensino, Pesquisa e Gestão da Qualidade (CEPGQ) da Polícia Científica, totalizando mais de 760 horas-aula em regime integral.

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