Plantação de maconha apreendida em Lagoinha, no Agreste. (Foto: Divulgação/ PMPE)
Uma operação da Polícia Militar de Pernambuco identificou uma extensa área utilizada para o cultivo e processamento de maconha na zona rural de Alagoinha, no Agreste do Estado.
A ação, realizada na última quarta-feira, 28 de outubro, resultou na apreensão de aproximadamente 250 quilos da droga pronta para consumo, além da destruição de uma grande plantação que contava com cerca de 120 mil pés da erva.
A ocorrência foi conduzida por equipes da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (8ª CIPM), com apoio do núcleo de inteligência e do Grupo Tático.
Durante a operação, os policiais localizaram uma estrutura montada para o cultivo da cannabis e o processamento do entorpecente.
De acordo com as informações da corporação, a área também armazenava aproximadamente 750 quilos de maconha em preparação. A substância foi erradicada e incinerada pelas equipes policiais, assim como os milhares de pés da planta encontrados no local.
Ao perceberem a aproximação dos policiais, um grupo de suspeitos abandonou a área e fugiu pela vegetação da caatinga. Os envolvidos conseguiram escapar e não foram localizados durante a operação.
Além dos entorpecentes e da plantação, os policiais encontraram diversos equipamentos e objetos utilizados na estrutura de cultivo e processamento da droga.
Entre os materiais recolhidos estão equipamentos de irrigação, gêneros alimentícios, quatro pés da planta separados para amostra e uma máquina de trimagem, utilizada no processamento da maconha.
Dois aparelhos celulares e um kit Starlink, empregado para conexão à internet, também foram apreendidos.
A quantidade de material encontrada evidencia a dimensão da estrutura identificada na zona rural de Alagoinha. A operação atingiu diferentes etapas da atividade, desde o cultivo da planta até o preparo da substância para consumo.
Após a localização da plantação, a Polícia Civil de Pernambuco foi acionada para dar continuidade aos procedimentos investigativos.
Equipes do Instituto de Criminalística e do Rastro/GGPOC foram mobilizadas para realizar perícias, recolher vestígios e buscar elementos que possam contribuir para a identificação dos responsáveis pela estrutura.
Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Plantão de Belo Jardim, onde foram adotadas as providências cabíveis.
A identificação dos suspeitos que conseguiram fugir pela caatinga deverá ser um dos pontos da investigação. Os trabalhos periciais também poderão fornecer informações para esclarecer a dinâmica de funcionamento da estrutura encontrada e reunir elementos que auxiliem na responsabilização dos envolvidos.
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