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Pernambuco: polícia prende grupo que dava golpe do "Boa noite, Cinderela" e furtava dinheiro

Após o crime, os suspeitos abadonavam as vítimas em vias públicas, sem qualquer condição de reagir ou identificar os criminosos.

Everthon Santos

24 de março de 2025 às 11:53   - Atualizado às 11:53

Polícia prende grupo que aplicava golpe.

Polícia prende grupo que aplicava golpe. Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira, 24 de março, a Polícia Civil deflagrou uma operação para desarticular uma quadrilha envolvida no golpe do 'Boa noite, Cinderela' em Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

A ação teve como objetivo combater crimes de roubo realizados através do uso de substâncias para dopar vítimas e furtar valores por meio de transações bancárias.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca domiciliar e uma prisão preventiva, determinada pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Petrolina.

As investigações revelaram que o grupo criminoso atuava ativamente na cidade, sendo responsável por pelo menos três casos registrados deste tipo de crime.

De acordo com a Polícia Civil, os criminosos selecionavam as vítimas através de sites de relacionamento. Após induzirem as pessoas a encontros presenciais, os criminosos colocavam substâncias que causavam a perda de consciência na bebida das pessoas, facilitando as transferências bancárias.

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Ainda segundo a polícia, as vítimas, após serem dopadas e roubadas, eram abandonadas em vias públicas, sem qualquer condição de reagir ou identificar os criminosos. Com isso, as contas bancárias das vítimas foram acessadas de forma ilegal, e transações bancárias foram realizadas.

A polícia encontrou diversas transações financeiras enviadas para diferentes contas bancárias, dificultando a identificação dos responsáveis e a recuperação dos valores furtados.

As investigações apontam que os criminosos usavam a agilidade do sistema de transferências bancárias via Pix para concretizar os roubos de forma rápida, sem deixar rastros visíveis que permitissem uma fácil identificação das vítimas ou dos envolvidos. Essa tática tem sido cada vez mais comum entre os criminosos, uma vez que o Pix proporciona transferências instantâneas e pode ser realizado sem a necessidade de contato direto com as vítimas.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis membros do grupo criminoso, além de tentar recuperar os valores que foram desviados durante os crimes.

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