Metanol em bebidas em Pernambuco. Foto: Divulgação
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informa que, nesta terça-feira, 28 de outubro, foi notificado mais um novo caso suspeito relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. O novo caso do município de Trindade segue internado e em investigação.
Com isso, a SES-PE totaliza 92 notificações, sendo 88 em Pernambuco e 4 de outros estados (2 de São Paulo, 1 da Paraíba e 1 de Alagoas).
Total de notificações: 88
Total de casos descartados: 62
Total de casos confirmados: 5
8 internados (5 descartados)
51 altas (2 confirmado e 38 descartados)
14 óbitos (3 confirmados e 7 descartados)
15 evadiram-se (12 descartados)
Com os recentes casos suspeitos de intoxicação por metanol em Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) reforça à população a importância de cuidados básicos na hora de adquirir bebidas alcoólicas e esclarece o papel do Instituto de Medicina Legal (IML) nas investigações desses episódios.
De acordo com o médico legista do IML, Mauro Catunda, a perícia é fundamental para confirmar ou descartar a presença da substância nas vítimas.
“Nos casos de suspeita de intoxicação, realizamos a necropsia e coletamos amostras biológicas que são encaminhadas para análise laboratorial. Só após essa confirmação é possível atestar se houve, de fato, ingestão da substância”, explicou.
O profissional destacou ainda que apenas os achados macroscópicos no exame não são conclusivos. Segundo ele, resultados como inchaço interno e necrose em órgãos podem aparecer, mas não são suficientes para dar um diagnóstico definitivo.
“O que dá certeza é a análise laboratorial em conjunto com a história clínica da vítima”, completou.
O metanol é uma substância tóxica, de uso industrial, que não pode ser consumida por humanos. A presença desse produto em bebidas alcoólicas é resultado de adulteração e oferece sérios riscos à saúde, podendo causar intoxicações graves, cegueira e até a morte.
Nesse contexto, a SDS orienta que os consumidores redobrem a atenção na hora da compra. É importante observar se o lacre da garrafa está intacto, se o selo fiscal está presente e se o rótulo apresenta impressão regular, sem falhas ou desalinhamentos.
As tampas também podem dar sinais de adulteração: marcas originais costumam ter logomarcas bem centralizadas e alinhadas, enquanto garrafas reutilizadas podem apresentar figuras tortas ou desalinhadas. Outra orientação é desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado e evitar a aquisição de bebidas em vendedores informais ou a partir de compras digitais.
Segundo o perito criminal da Polícia Científica de Pernambuco (POLITEC-PE), Rafael de Arruda, não há motivo para pânico, mas sim para cautela e atenção.
“A população não precisa entrar em desespero. Basta avaliar se o produto atende aos padrões de sempre. Se houver dúvida sobre a procedência, o mais seguro é não consumir”, destacou.
Ele também destacou a importância de procurar atendimento médico imediato quando os sintomas persistirem ou se agravarem após cerca de 12 a 24 horas da ingestão da bebida alcoólica, especialmente se forem mais intensos do que os de uma ressaca comum.
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As oportunidades são destinadas a profissionais de nível fundamental, médio, técnico ou superior.
A iniciativa surge em um momento em que os estoques de sangue costumam diminuir, enquanto a demanda hospitalar continua elevada.
O estudo busca medir a percepção da população sobre a atuação das administrações municipais, com base em critérios definidos pela própria instituição responsável pela pesquisa.
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