Entre os trabalhos, foi realizada a inspeção em barreira com risco de deslizamento (Foto: MPPE)
O Governo de Pernambuco lançou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, um novo desafio científico voltado ao desenvolvimento de tecnologias para o monitoramento de riscos de deslizamentos de encostas e inundações.
A iniciativa integra o Programa Cientista Arretado e pretende ampliar a capacidade do estado de acompanhar situações de risco, reunir informações de diferentes instituições e subsidiar ações de prevenção de desastres.
O anúncio foi feito durante o Desafios.Day, evento promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE), em parceria com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).
A proposta atende a uma demanda da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil de Pernambuco. O objetivo é aprimorar o monitoramento geotécnico e hidrometeorológico, permitindo a integração de dados produzidos por diferentes órgãos e agências que atuam no acompanhamento das condições ambientais e dos fenômenos que podem provocar desastres.
Com a iniciativa, o governo pretende fortalecer o trabalho dos órgãos responsáveis pela proteção da população, oferecendo melhores condições para avaliar cenários de risco e orientar a tomada de decisões.
O desenvolvimento das soluções deverá considerar a necessidade de reunir informações de diferentes fontes em ferramentas que facilitem o acompanhamento das condições de encostas e dos fenômenos hidrometeorológicos. A expectativa é que a integração desses dados contribua para tornar o monitoramento mais eficiente e apoiar as estratégias de prevenção.
Durante o evento, o coronel Clóvis Ramalho, representante da Defesa Civil de Pernambuco, destacou a importância do prazo necessário para desenvolver e validar as tecnologias.
Segundo ele, a quadra chuvosa será um período importante para avaliar o funcionamento prático das ferramentas que forem desenvolvidas.
“A gente sabe que, para o desenvolvimento de uma pesquisa como essa, leva tempo. E a quadra chuvosa é quando vamos testar realmente a operacionalização dessa ferramenta, dessa plataforma, que nos dê possibilidade de congregar todas as informações de tantas agências que têm esses dados”, afirmou.
A declaração reforça a importância de não apenas desenvolver soluções científicas, mas também verificar como elas funcionam na prática e de que maneira podem contribuir para as atividades da Defesa Civil.
A iniciativa busca aproximar a produção acadêmica das necessidades da administração pública, transformando pesquisas em ferramentas aplicáveis à gestão estadual. Essa conexão é a base do Programa Cientista Arretado, que reúne pesquisadores experientes para trabalhar em desafios apresentados por secretarias e órgãos do governo.
A secretária executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação, Teresa Maciel, ressaltou que a aproximação entre pesquisadores e gestores públicos pode contribuir para melhorar os serviços oferecidos à população.
“O Cientista Arretado é fundamental para aproximar a ciência das necessidades reais de Pernambuco. Quando conectamos nossos pesquisadores aos desafios da gestão pública, criamos oportunidades para desenvolver soluções inovadoras, melhorar a capacidade de resposta do Estado e gerar benefícios concretos para a população. É a ciência contribuindo diretamente para decisões mais eficientes e para o aprimoramento dos serviços públicos”, destacou.
Coordenado pela SECTI-PE em parceria com a Facepe, o Programa Cientista Arretado prevê projetos com duração de até 24 meses e investimentos de até R$ 1 milhão por iniciativa selecionada.
A nova rodada contempla cinco novos desafios estratégicos da administração estadual. O programa também permite a continuidade de projetos que já estão em andamento, com participação financeira das secretarias e dos órgãos públicos interessados.
A iniciativa faz parte do Inova Pernambuco, programa estadual que reúne mais de R$ 1 bilhão em investimentos em ciência, tecnologia e inovação. A proposta é ampliar a utilização do conhecimento científico na resolução de problemas concretos enfrentados pela administração pública.
Atualmente, 20 pesquisadores participam do desenvolvimento de soluções destinadas a órgãos governamentais. A meta do Governo de Pernambuco é chegar a 30 Cientistas Arretados até 31 de dezembro de 2026.
Com a ampliação do programa, o estado busca fortalecer a pesquisa aplicada e aumentar a participação da ciência na formulação de respostas para desafios da gestão pública.
Entre as frentes contempladas está o desenvolvimento de tecnologias que possam contribuir para o monitoramento de riscos de deslizamentos e inundações, com foco no aprimoramento das informações utilizadas pelos órgãos responsáveis pela prevenção e pela proteção da população.
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