Pastor evangélico é investigado por estuprar dois irmãos no Cabo de Santo Agostinho Foto: Freepik
Um pastor evangélico está sendo investigado por suspeita de estuprar dois irmãos no município de Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. As vítimas têm atualmente 16 e 11 anos, mas, segundo relatos da família, os abusos vinham ocorrendo há cerca de sete anos.
As suspeitas começaram a surgir quando os responsáveis perceberam mudanças de comportamento nas vítimas. O mais novo passou a evitar frequentar a igreja, enquanto o mais velho começou a aparecer com hematomas frequentes. Inicialmente, o adolescente justificava os ferimentos como resultado de brigas na escola.
Com o passar do tempo, no entanto, a família descobriu que os machucados eram causados pelo líder religioso. De acordo com um dos responsáveis, o comportamento do adolescente se tornou cada vez mais retraído e marcado pelo medo.
"Meu filho mais velho começou a não querer mais ficar perto dessa pessoa, né? E aí, do meio do ano passado pra cá, eu fui percebendo esse afastamento. E, por ele estar se afastando, essa pessoa começou a perseguir, proibir, bater… porque ele já não aceitava mais os abusos", relatou.
Segundo o depoimento, o suspeito exercia forte controle sobre a rotina do adolescente, chegando a se apresentar na escola como responsável legal. A família também afirmou que o jovem chegou a passar cerca de 30 dias sem frequentar a escola, período em que, sem o conhecimento dos pais, estava sendo levado para a igreja.
"Ele chegava até a se apresentar na escola como responsável pelo menino. Meu filho passou uns 30 dias sem ir pra escola, em setembro, e foi aí que eu descobri, por mensagem no WhatsApp, que ele tava indo pra igreja. Nas mensagens, ele mandava o menino ir pra igreja pra dormir. E foram 30 dias desse jeito. Ele era proibido de ficar perto do pai, de conversar com qualquer tipo de homem."
Um dos episódios mais graves relatados envolve o adolescente de 16 anos, que teria sido dopado, chegando a precisar de atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Ainda segundo o relato da mãe, a violência contra a criança de 11 anos só foi descoberta no dia em que resolveram fazer as denúncias na delegacia. Na ocasião, os garoto de 11 anos teve uma crise de pânico e acabou contando que passou pelos mesmos abusos que o irmão mais velho.
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