Pastor Aílton José Alves Foto: Divulgação
Durante uma conferência internacional na Espanha, o Pastor Aílton José Alves, líder da Assembleia de Deus em Pernambuco, revelou o que considera ser o segredo do crescimento da igreja pernambucana. Segundo ele, o avanço expressivo da denominação no estado — referência no Brasil e fora dele — está alicerçado em três pilares fundamentais que sustentam a caminhada espiritual e missionária da igreja.
“O Círculo de Oração nasceu aqui em Pernambuco e se tornou uma força espiritual que sustenta a nossa igreja. O segundo pilar é o evangelismo, tanto o pessoal quanto o em massa, que tem levado milhares de almas aos pés de Cristo. E o terceiro é a Escola Dominical, que sempre foi o nosso seminário informal, responsável pela formação teológica dos obreiros até a década de 1970”, afirmou o pastor, emocionado, durante seu discurso.
A Escola Bíblica Dominical, segundo ele, foi essencial em uma época em que a Assembleia de Deus ainda não contava com um seminário próprio. “As gerações de obreiros formadas até 1970 não tiveram oportunidade de estudar teologia formalmente. Foi a Escola Dominical que formou nossos líderes espirituais com base sólida na Palavra de Deus. É por isso que eu sou um amante da Escola Dominical”, completou. O reconhecimento internacional da atuação da igreja pernambucana só reforça a relevância do modelo de fé e discipulado construído ao longo das décadas.
Com base em dados do Censo 2022, mais de 1,9 milhão de pernambucanos se declaram evangélicos o que corresponde a 25,18% da população.
O apoio dos evangélicos em Pernambuco tem se consolidado como um dos fatores mais determinantes para o resultado das eleições de 2026. Com base em dados do Censo 2022, mais de 1,9 milhão de pernambucanos se declaram evangélicos — o que corresponde a 25,18% da população do estado. Esse crescimento contínuo, somado à atuação ativa de lideranças religiosas nas decisões políticas, tem feito com que partidos e candidatos ajustem discursos, agendas e alianças.
Mais do que representar um número significativo de eleitores, os evangélicos exercem uma influência moral e ideológica sobre o debate público. De acordo com pastores e líderes de grandes denominações, o apoio em 2026 será condicionado à postura dos candidatos em se distanciar de partidos que, segundo eles, afrontam a fé cristã — em especial os partidos progressistas que defendem pautas como a legalização do aborto, ideologia de gênero e outras causas consideradas contrárias aos valores bíblicos.
Em alguns municípios pernambucanos, os evangélicos já são maioria absoluta, como em Rio Formoso (52,91%), Sirinhaém (51,13%) e São José da Coroa Grande (50,63%). Nesses locais, o apoio das igrejas e de suas lideranças tem sido decisivo nas eleições municipais e tende a ser ainda mais estratégico em 2026, nas campanhas para governo estadual, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado.
Os políticos evangélicos em Pernambuco têm se destacado por uma atuação firmemente alinhada a pautas conservadoras, com ênfase na defesa da família tradicional, combate à ideologia de gênero, oposição à legalização do aborto e promoção de valores cristãos no espaço público. Majoritariamente filiados a partidos como PL, PP e Republicanos, esses parlamentares integram ou apoiam a Frente Parlamentar em Defesa da Família na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), e atuam de forma coordenada com lideranças religiosas e todos com forte vínculo com igrejas pentecostais e base eleitoral centrada em comunidades evangélicas.
Com base em entrevistas de líderes evangélicos e análises políticas recentes, o apoio dos evangélicos em Pernambuco está cada vez mais condicionado ao rejeição explícita a partidos de esquerda. Pastores afirmam que seus fiéis não toleram candidaturas que apoiem a flexibilização de valores morais. Assim, partidos como PT, PSOL, PCdoB e mesmo setores do PSB enfrentam resistência crescente dentro das igrejas.
“O povo de Deus quer políticos que representem os valores da Bíblia, da família, da moral e dos bons costumes. Quem estiver alinhado com outras ideologias, não terá espaço no nosso púlpito, nem nos nossos votos”, declarou um pastor de Jaboatão dos Guararapes, que preferiu não se identificar.
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