Fachada do Arquivo Público Municipal foi riscada após pintura, enquanto lateral do Fortim de São Francisco foi pichada durante obras de recuperação.
22 de outubro de 2026 às 08:00 - Atualizado às 08:02
Olinda registra novos casos de vandalismo em prédios históricos e alerta para punições. Foto: Secom/Olinda
Imóveis históricos de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, voltaram a registrar atos de vandalismo. Entre as ocorrências recentes estão riscos em um beiral do Arquivo Público Municipal, um dia após a pintura da fachada, e pichações em uma das laterais do Fortim de São Francisco, que ainda passa por obras de recuperação.
As intervenções nos dois espaços fazem parte dos esforços de conservação do patrimônio histórico da cidade. Os novos danos, porém, reforçam a preocupação com a preservação dos imóveis e monumentos que integram a paisagem urbana e a memória cultural do município.
A pintura da fachada do Arquivo Público foi realizada pela Prefeitura de Olinda, por meio da Secretaria de Patrimônio, Cultura e Turismo (Sepactur). Segundo as informações divulgadas, o beiral de uma das janelas foi riscado no dia seguinte ao serviço.
Já o Fortim de São Francisco foi pichado antes mesmo da conclusão dos trabalhos de recuperação. A ocorrência compromete a conservação do espaço enquanto as intervenções ainda estão em andamento.
A legislação federal prevê punições para atos de pichação e depredação de imóveis e monumentos. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece, no artigo 65, pena de detenção de três meses a um ano e multa para quem pichar ou conspurcar edificação ou monumento urbano.
Quando a prática ocorre em monumento ou bem tombado em razão de seu valor histórico, artístico ou arqueológico, a pena prevista é de seis meses a um ano de detenção, além de multa.
A responsabilização depende do enquadramento legal e das circunstâncias de cada caso. Outros danos a bens especialmente protegidos também podem se enquadrar em dispositivos legais específicos.
Para prevenir novas ocorrências, a Secretaria de Segurança Cidadã, por meio da Guarda Municipal, realiza rondas no Sítio Histórico de Olinda. A Igreja de São Pedro Mártir, por exemplo, recebe fiscalização preventiva para inibir atos de depredação.
A atuação busca proteger os espaços históricos, mas a conservação também depende da participação da população. Moradores, comerciantes e visitantes são orientados a respeitar os imóveis, monumentos e demais elementos que integram o patrimônio cultural da cidade.
Entre as medidas recomendadas estão evitar pichações, não colar cartazes irregularmente em fachadas e esculturas e comunicar às autoridades situações de vandalismo.
A preservação dos espaços históricos contribui para manter a memória e a identidade de Olinda. Além da recuperação dos danos e da fiscalização, o cuidado cotidiano com esses bens é fundamental para que o patrimônio permaneça conservado para as próximas gerações.
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