Morre escritor pernambucano Marcos Vilaça, ex-presidente do TCU e da Academia Brasileira de Letras Foto: Reprodução
Marcos Vinicios Rodrigues Vilaça, escritor, advogado, professor de direito internacional, Imortal da Academia Brasileira de Letras e ex-presidente do Tribunal de Contas da União, morreu no Recife aos 85 anos. Ele estava internado na Clínica Florença, na capital pernambucana. Segundo divulgado no site da ABL, a causa de sua morte foi em decorrência da falência múltipla de órgãos.
O escritor nasceu em Nazaré da Mata em 30 de junho de 1939. Se formou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal de Pernambuco, onde também atuou como professor por várias décadas.
O corpo de Marcos Vilaça será cremado e as cinzas jogadas na Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, assim como foi feito com as de sua esposa, Maria do Carmo.
Na década de 1960, Marcos Vilaça construiu uma carreira significativa na literatura, área que o consagrou enquanto grande intelectual. Um pouco antes, em 1958, publicou Conceito de Verdade, que se tratava do discurso que pronunciou no Salão Nobre do Colégio Nóbrega em dezembro de 1957, na condição de orador da turma de concluintes do Curso Clássico. No mesmo ano, publicou A Escola e Limoeiro e em 1960 lançou as crônicas de viagem Americanas.
Em 1961, Marcos Vilaça publicou um dos seus trabalhos literários de maior sucesso: Em torno da Sociologia do Caminhão, que recebeu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras.
Administração pública
Em 1966 tornou-se chefe da Casa Civil do estado de Pernambuco, no governo de Paulo Guerra e no início da década de 1970 foi responsável por algumas secretarias na gestão de Eraldo Gueiros Leite. Foi membro ao longo desse tempo da Aliança Renovadora Nacional (Arena), da qual chegou a ser seu 1º secretário. Posteriormente, tornou-se membro do Partido Democrático Social (PDS), assim como foi membro fundador do Partido da Frente Liberal (PFL).
Na década de 1980 exerceu a presidência da Legião Brasileira de Assistência, e foi nomeado pelo então Presidente da República José Sarney, Secretário Particular para Assuntos Especiais.
Em 1988 entrou para o Tribunal de Contas da União (TCU), sendo indicado pelo então Presidente da República José Sarney em substituição ao Ministro Thales Ramalho.
Durante a sua gestão, trabalhou pela ampliação das relações internacionais do TCU, o que refletiu em vários acordos de cooperação técnica, científica e cultural que repercutiram no aumento da inserção do Brasil nos debates internacionais sobre auditoria.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações da ABL.
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