Antes de concluir oficialmente a graduação, Mirtes já havia apresentado o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A defesa ocorreu em junho de 2025 e teve como tema a escravidão contemporânea.
31 de agosto de 2026 às 11:33 - Atualizado às 12:04
Mirtes Renata Santana, mãe do menino Miguel Otávio, concluiu oficialmente o curso de Direito em agosto de 2026. Foto: Reprodução/ Instagram/ @mirtesrenata
Mirtes Renata Santana, mãe do menino Miguel Otávio, concluiu oficialmente o curso de Direito em agosto de 2026, no Recife. A pernambucana decidiu ingressar na área jurídica após a morte do filho, em 2020, e direcionou parte da formação acadêmica para temas relacionados ao direito do trabalho.
A cerimônia de colação de grau foi marcada pela presença dos familiares. Durante o momento, Mirtes entrou acompanhada por pessoas da família e levou consigo uma fotografia de Miguel.
A conclusão da graduação representa uma conquista pessoal e acadêmica para a pernambucana, que se tornou a primeira integrante da família a chegar ao ensino superior.
Antes de concluir oficialmente a graduação, Mirtes já havia apresentado o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). A defesa ocorreu em junho de 2025 e teve como tema a escravidão contemporânea, assunto relacionado à área do direito do trabalho, campo que despertou seu interesse durante o curso.
O trabalho recebeu nota 10 da banca avaliadora. Mesmo após a apresentação do TCC, Mirtes ainda precisava finalizar disciplinas e cumprir as etapas acadêmicas necessárias para obter oficialmente o diploma.
A formação em Direito começou depois da perda de Miguel e passou a fazer parte de uma nova etapa da vida da pernambucana. Ex-empregada doméstica, ela direcionou os estudos para questões ligadas às relações de trabalho.
Miguel Otávio Santana da Silva morreu aos 5 anos, em 2 de junho de 2020, após cair do nono andar das Torres Gêmeas, no Centro do Recife. Na ocasião, o menino estava sob os cuidados de Sari Corte Real, patroa de Mirtes. Mirtes havia saído do apartamento para levar o cachorro da família para passear quando ocorreu a queda.
Imagens das câmeras de segurança do edifício registraram o momento em que Sari colocou Miguel sozinho no elevador e acionou o equipamento para um andar superior.
O menino deixou o elevador e chegou a uma área onde estavam instalados condensadores de ar. Em seguida, caiu de uma altura aproximada de 35 metros. Em maio de 2026, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) manteve a condenação de Sari Corte-Real a sete anos de prisão pela morte da criança, após rejeitar mais um recurso apresentado pela defesa. Sari permanece em liberdade enquanto o processo continua em tramitação. A decisão ocorreu seis anos depois da morte de Miguel.
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A iniciativa foi organizada pela liderança Ricardo El Shaday e chegou à segunda edição. A participação do candidato ocorreu em meio à programação esportiva, que mobilizou moradores e praticantes de corrida.
Nova campanha estadual aposta no diálogo familiar para ampliar as doações e enfrentar dúvidas que ainda dificultam o processo.
Acidente aconteceu na noite do domingo, 30 de agosto, na estrada de acesso ao Sítio Jundiá, na zona rural de Jataúba.
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