Ministro da Educação, Leonardo Barchini fala sobre UFPE Foto: Reprodução
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou nesta quinta-feira, 8 de outubro, que o governo federal vai financiar a construção de um novo prédio para substituir as instalações destruídas pelo incêndio que atingiu um centro de pesquisas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife.
Também está prevista a liberação de recursos para a compra de novos equipamentos, com o objetivo de possibilitar a retomada das atividades científicas.
De acordo com a reitoria da universidade, os prejuízos provocados pelo incêndio são estimados em R$ 100 milhões, incluindo a perda de duas décadas de pesquisas científicas. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal (PF).
Durante uma entrevista coletiva, o ministro afirmou que o Ministério da Educação (MEC) vai trabalhar em conjunto com outras pastas do governo federal para viabilizar a reconstrução do espaço e a reposição dos equipamentos danificados.
O Ministério da Educação repassará o recurso para a construção de um novo prédio, um prédio muito maior, para que as instalações, os laboratórios que estavam aqui, passem já para um novo equipamento, para um novo prédio. [...] Faremos todo esse investimento com o Ministério da Saúde, com o Ministério dos Transportes e outros ministérios que também tinham investimentos aqui, todos eles estão solidários e vão fazer essa recompra dos equipamentos para que as atividades possam ser retomadas”, declarou.
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O imóvel atingido funcionava como antiga sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) e reunia laboratórios das áreas de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. No início da tarde desta quinta-feira, Barchini realizou uma vistoria técnica no local, acompanhado pelo reitor da UFPE e por pesquisadores da instituição.
Segundo o ministro, o projeto executivo da nova estrutura já está concluído e terá como referência um centro de pesquisas da UFPE localizado em Sertânia, no Sertão pernambucano. O investimento previsto para a construção é de aproximadamente R$ 28 milhões.
A edificação deverá contar com cerca de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro da área do prédio atingido pelas chamas, que possuía aproximadamente 3 mil metros quadrados.
Barchini informou que a intenção é iniciar os trabalhos assim que forem concluídas a perícia no imóvel e as etapas necessárias da investigação. A expectativa apresentada pelo ministro é que as obras possam começar em cerca de 30 dias, com a liberação dos recursos para a construção.
Além da reconstrução da estrutura física, o governo federal anunciou medidas para reduzir os impactos do incêndio sobre a formação acadêmica e o andamento das pesquisas. De acordo com o ministro, as bolsas dos estudantes que desenvolviam atividades no local serão prorrogadas.
Outra iniciativa prevê a colaboração de universidades estrangeiras para garantir a continuidade dos estudos de doutorandos que estão na fase de conclusão de suas teses. Para isso, será aberto um chamamento especial por meio do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE).
Abrimos um chamamento especial para o programa que a gente chama de PDSE, que é o Programa de Doutorado de Sanduíche no Exterior. Todos esses pesquisadores e estudantes de doutorado poderão fazer parte de seus estudos no exterior, em laboratórios na Alemanha, nos Estados Unidos, na França, em países que já se comprometeram a apoiar a Universidade Federal de Pernambuco”, afirmou Barchini.
A Polícia Federal informou que peritos estiveram no local e que será instaurado um inquérito policial para esclarecer as circunstâncias do incêndio e verificar se houve a prática de algum crime.
O episódio foi o terceiro incêndio registrado no campus da UFPE em um intervalo de uma semana.
O primeiro caso ocorreu em 30 de setembro, quando as chamas atingiram um laboratório do Departamento de Física. Na ocasião, ninguém ficou ferido. Segundo a universidade, a suspeita inicial era de que o fogo tivesse começado em uma câmara de alta temperatura utilizada para aquecer substâncias.
Já no domingo (4), outro incêndio atingiu o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, localizado no Centro de Biociências. Assim como nos demais episódios, não houve registro de vítimas.
A sequência de ocorrências mobilizou a comunidade acadêmica e reforçou a necessidade de apuração das causas dos incêndios. No caso mais recente, além dos danos materiais, a principal preocupação é com a perda de pesquisas e com a retomada das atividades científicas desenvolvidas nos laboratórios atingidos.
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