Segundo o candidato comunista, votar no petista não significa abrir mão de críticas ao governo nem das posições defendidas pelo campo político ao qual pertence.
Jones diz que voto em Lula será para "reconstruir esquerda revolucionária" e planeja candidatura à Presidência em 2030 Fotos: Reprodução & Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O historiador e comunicador Jones Manoel voltou a afirmar que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026 como estratégia para derrotar a extrema direita, mas defendeu que a esquerda revolucionária construa, desde já, uma alternativa própria para a disputa presidencial de 2030.
A declaração foi feita no último sábado, 22 de agosto, durante o lançamento oficial de sua candidatura a deputado federal por Pernambuco, pelo PSOL, com o número 5050. O evento ocorreu na Casa Marielle Franco, no Recife, e reuniu apoiadores de diferentes regiões do Estado. A candidatura integra a Federação PSOL-Rede e consta nos registros eleitorais com pedido de candidatura ainda em análise.
Durante o discurso, Jones estabeleceu uma relação direta entre o apoio a Lula no atual processo eleitoral e o projeto político que pretende construir para os próximos anos. Segundo ele, o voto no petista não significa abrir mão das críticas ao governo ou das posições defendidas pelo campo político ao qual pertence.
“Vamos derrotar o Flávio Bolsonaro sim, vamos votar em Lula sim, mas afirmando de maneira clara e categórica que a nossa tarefa é reconstruir uma esquerda revolucionária para, em 2030, termos candidatura própria para a presidência do Brasil”, declarou.
Durante o lançamento, Jones Manoel também apresentou críticas à situação social de Pernambuco. Entre os problemas mencionados estiveram o desemprego, a informalidade, a precarização dos serviços públicos e as dificuldades de acesso à água.
O ato contou ainda com a presença de Ivan Moraes, candidato ao governo de Pernambuco pela Federação PSOL-Rede, da candidata a vice-governadora Alice Galbino e do candidato ao Senado Paulo Rubem, além de representantes de sindicatos, movimentos sociais e apoiadores.
O nome de Jones Manoel ganhou espaço no ranking nacional de arrecadação por doações de apoiadores para as eleições 2026. Candidato do PSOL a deputado federal por Pernambuco, o comunista aparece entre os três nomes que mais receberam contribuições pela plataforma QueroApoiar.
O valor atribuído chega a R$ 570.853,00, colocando Jones à frente de políticos que já possuem projeção nacional, como Kim Kataguiri, do Missão, e Erika Hilton, do PSOL.
No recorte consultado, apenas dois nomes aparecem à frente do pernambucano: Renan Santos, do Missão, que disputa a Presidência da República, com R$ 1.246.939,14, e Marcel van Hattem, do Novo, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, com R$ 722.653,33. Mas vale destacar que apesar de ter um montante maior, o número de apoiadores de Jones é superior ao de Van Hattem.
Na página mantida pela QueroApoiar, Jones Manoel se apresenta como candidato a deputado federal por Pernambuco e afirma que o projeto pretende ser sustentado pelo apoio popular, sem financiamento de banqueiros ou bilionários.
A estratégia não é nova para Jones. Nas redes sociais e em eventos políticos, o pernambucano vem apostando em uma comunicação voltada principalmente para trabalhadores, movimentos sociais e setores da esquerda
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