A manifestação ocorreu após uma publicação do candidato nas redes sociais provocar questionamentos pela ausência do número 13 em uma chamada "colinha" eleitoral.
Jones Manoel declara voto em Lula após controvésia de "colinha": 'será um voto crítico para derrotar a extrema-direita' Foto: Reprodução
O candidato a deputado federal Jones Manoel declarou, nesta sexta-feira, 21 de agosto, que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu após uma publicação do candidato nas redes sociais provocar questionamentos pela ausência do número 13 em uma chamada “colinha” eleitoral.
O material reunia números de candidatos que Jones Manoel indicava aos eleitores para a votação. A ausência do número de Lula chamou a atenção de seguidores e abriu espaço para especulações sobre o posicionamento do candidato na disputa presidencial.
Após a repercussão, Jones afirmou que sua decisão de votar em Lula já havia sido anunciada anteriormente e que não há mudança em sua posição.
“Nunca votei nulo, nunca votei branco e nunca fiquei em cima do muro. Meu voto em Lula para derrotar a extrema direita já foi declarado há meses!”, afirmou.
O candidato, porém, ressaltou que o voto não significa uma adesão sem críticas ao governo. Jones disse que pretende manter sua oposição às políticas neoliberais e definiu o apoio como um “voto crítico”.
A discussão começou depois que Jones Manoel publicou nas redes sociais um material com números de candidatos para serem utilizados como referência durante a votação.
Na relação divulgada, não aparecia o número de Lula para a disputa presidencial. A ausência gerou comentários entre usuários, que passaram a questionar a posição do candidato.
Um dos comentários chegou a levantar a possibilidade de o espaço destinado ao presidente ser preenchido pelo número 22, utilizado por Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.
A publicação foi posteriormente retirada das redes sociais. O episódio, entretanto, continuou repercutindo entre usuários e integrantes do campo político de esquerda.
Diante da discussão, Jones decidiu responder publicamente. Além de reafirmar seu voto em Lula, ele criticou o que classificou como uma tentativa de criar uma falsa controvérsia em torno de sua posição.
“Enquanto nosso trabalho ajuda a disputar quem foi capturado pela direita, tem gente no campo progressista preferindo criar falsas polêmicas e mentir sobre nossa posição para tentar ganhar voto em cima da gente”, declarou.
Jones também afirmou que não pretende abandonar suas posições políticas e que continuará defendendo seu projeto de transformação social.
“Me nego a rebaixar nosso debate e nosso horizonte, que é e continuará sendo a Revolução Brasileira!”, escreveu.
Ao explicar sua decisão, Jones Manoel fez uma distinção entre o voto eleitoral e a avaliação que mantém sobre o governo. Segundo ele, o apoio a Lula nas urnas não representa o abandono das críticas que já vinha fazendo às políticas econômicas e sociais da administração federal.
“Será um voto crítico, como sempre deixamos claro, sem abandonar nossas críticas às políticas neoliberais do governo”, afirmou.
O candidato também relacionou sua decisão à necessidade de enfrentar a extrema direita e o que chamou de avanço do imperialismo estadunidense sobre o Brasil.
A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de uma semana de movimentação política para Jones Manoel. Recentemente, o candidato recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), além do filósofo Vladimir Safatle e do ator Marco Nanini.
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