Colônia Penal Feminina do Recife. Foto: Divulgação/SEAP
A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), por meio da Colônia Penal Feminina do Recife (CPFR), localizada no Engenho do Meio, concluiu, nesta sexta-feira (29/08), o Projeto Páginas Literárias.
A iniciativa reúne internas da unidade prisional para lerem e debaterem obras de autoras feministas e antirracistas.
Por mais de 40 dias, a equipe do setor de educação da CPFR promoveu encontros quinzenais com 16 internas, nos quais, a partir da distribuição do livro A Cor do Preconceito (Carmen Lúcia Campos, Sueli Carneiro e Vera Vilhena) feita anteriormente, as participantes debateram o tema.
Nesta sexta-feira, foi realizado Café Literário, momento da culminância do projeto, que consiste na apresentação da obra para outras pessoas não integrantes do grupo, utilizando recursos como jograis, cartazes, músicas e depoimentos.
“Trata-se de um projeto inovador que vai além da remição pela leitura. Busca ampliar conhecimentos, desenvolver a interpretação de textos e promover a interação entre as participantes. A leitura dentro do cárcere é uma poderosa ferramenta de transformação, pois abre horizontes, estimula a reflexão crítica e fortalece o processo de ressocialização”, afirmou a gerente da CPFR, Maria Andrea Freitas. Todas as participantes têm direito à remição de pena pela leitura.
O projeto, lançado em novembro de 2024, é aberto a todas as pessoas privadas de liberdade (PPLs) da unidade prisional e objetiva promover o acesso a obras literárias que abordem as interseccionalidades de opressão vividas pelas mulheres, além de estimular o pensamento crítico, o desenvolvimento da argumentação e o aprimoramento da escrita.
Desde o início da iniciativa, foram trabalhadas seis obras com a participação de 45 PPLs. Na próxima semana, haverá a distribuição dos livros para o próximo grupo e, posteriormente, definidas as datas dos encontros e culminância do projeto.
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