O sentimento é de abandono, já que a prefeitura não explicou os critérios utilizados nem ofereceu diálogo com a comunidade antes da divulgação das indenizações; disse Pablo Fernando
Moradores da comunidade da Cocheira, no bairro do Cordeiro, em Recife. Foto: Arnaldo Sete/Marco Zero e Montagem/Portal de Prefeitura.
Moradores da comunidade da Cocheira, no bairro do Cordeiro, estão revoltados com os valores das indenizações oferecidas pela Prefeitura do Recife para a construção da nova ponte que ligará a região a Casa Forte e Santana. Casos como o do barbeiro Pablo Fernando revelam a discrepância: ele receberia apenas R$ 14 mil por uma casa construída e reformada pela família, valor muito abaixo do necessário para adquirir uma moradia equivalente na cidade.
Pablo e sua companheira, que têm dois filhos pequenos, relatam que não se opõem à obra, mas exigem um preço justo para se mudarem. Com os valores atuais, eles só poderiam recorrer a terrenos ou ocupações precárias, perpetuando um ciclo de moradia informal e insegura no Recife. O sentimento é de abandono, já que a prefeitura não explicou os critérios utilizados nem ofereceu diálogo com a comunidade antes da divulgação das indenizações.
Outro morador, Luiz Agostinho, enfrenta situação semelhante. Sua casa de 100 m², com quatro quartos e dois banheiros, foi avaliada por ele em mais de R$ 120 mil, mas não sabe se receberá uma indenização compatível. A falta de transparência e de negociação prévia gera apreensão e revolta entre os moradores, que veem seus investimentos e anos de vida sendo desvalorizados por propostas insuficientes.
A situação evidencia um problema estrutural: a política de desapropriação da cidade continua a oferecer compensações que não permitem a reconstrução de uma moradia digna, afetando diretamente famílias de baixa renda. A reportagem completa sobre o caso está disponível no site Marco Zero Conteúdo.
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