Vereador do Recife Felipe Alecrim. Foto: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura
O vereador do Recife Felipe Alecrim (Novo) comentou o caso conhecido como “fura-fila” no concurso da Procuradoria do Recife, que foi arquivado pelo presidente da Câmara Municipal do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), na última semana.
Em entrevista à Rádio Jornal, Alecrim voltou a detalhar o episódio e afirmou que, na avaliação dele, o caso precisa ser investigado com mais profundidade pelo Legislativo municipal.
O vereador também defendeu de forma enfática a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos.
Ao explicar como teria ocorrido a situação no concurso da Procuradoria, Alecrim descreveu a sequência de acontecimentos que, segundo ele, levantam questionamentos.
"Uma pessoa fez um concurso público, ficou em 63º lugar, não se declarou PCD. Depois de dois anos apresentou o laudo e em disputa contestou o laudo pedindo a reclassificação para concorrer como PCD. E depois de dois meses vem um parecer da procuradoria. Detalhe, os procuradores que são concursados deram o parecer desfavorável ao pedido. Aí vem o procurador-geral e diz ao prefeito João Campos: "Rasga o parecer de vocês. O que vale é o que eu estou determinando e tem que aceitar". E aí entram detalhes importantes que é isso que precisa ser investigado", explicou Alecrim.
Na sequência da entrevista, o vereador mencionou outros pontos que, segundo ele, também levantam dúvidas e reforçam a necessidade de investigação.
"O juiz é transferido de uma vara, o mesmo juiz que arquiva o processo, ele é filho desse juiz, e é que ninguém está fazendo um juízo de valor. E é exatamente por não estar fazendo um juízo de valor que a CPI precisa ser instalada para que haja investigação por quê. Não é a bancada de oposição que exige resposta, é a sociedade brasileira", continuou.
Alecrim também destacou o impacto que situações como essa podem ter na confiança da população em concursos públicos.
"Veja, o caso é muito sério. Pessoas estudam e buscam concurso público como um meio, um caminho de tirar sua família da miséria. Poucas coisas funcionam nesse país, mas as pessoas tinham confiança em concurso público e imaginavam que jamais isso pudesse acontecer", continuou.
O vereador acrescentou que a CPI poderia servir justamente para esclarecer os fatos de forma institucional dentro da Câmara.
"Então, não existe nenhum espaço na minha avaliação e acho que na avaliação melhor da sociedade de não se investigar e não se esclarecer uma CPI, ela ia servir para que o próprio vereador Reinaldo Júnior, inclusive que até a grande maioria na composição explicasse tudo isso de forma formal e não numa rede social ou num debate de rádio".
Por fim, Alecrim afirmou que a repercussão do caso pode ter influenciado nas decisões posteriores sobre o episódio e reforçou que diversos pontos ainda precisam ser esclarecidos.
"Aí você veja, fomos avaliados da seguinte forma, até uma pergunta que eu faço ao vereador Reinaldo Júnior: se não houvesse todo o chardalhaço, todo o olhar, todo o holofote, será que o problema de fato tinha sido resolvido? Será que o prefeito tinha de fato mandado as pessoas voltarem atrás na decisão? Isso é uma reflexão que no âmbito da CPI teria que ser resolvida. Fora dessa realidade, vai ficar o discurso do que se faz. Então tem muita coisa que precisa ser esclarecida, o fato foi absurdo, foi um escárnio do povo do Recife com a sociedade brasileira, a verdade é essa", concluiu Alecrim.
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