Com a saída dos parlamentares para assumir os novos cargos, suplentes que ficaram nas primeiras posições das respectivas chapas devem passar a ocupar as vagas de forma definitiva.
Câmara Municipal do Recife Foto: Divulgação
As eleições de 2026 vão provocar mudanças na composição da Câmara Municipal do Recife após cinco vereadores eleitos para a Casa no pleito de 2024 conquistarem vagas na disputa deste ano para a Câmara dos Deputados ou para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Com a saída dos parlamentares para assumir os novos cargos, cinco suplentes que ficaram nas primeiras posições das respectivas chapas devem passar a ocupar as vagas de forma definitiva.
A mudança, porém, pode provocar uma movimentação ainda maior na composição da Câmara, já que dois dos suplentes que serão beneficiados pela eleição já estão atualmente no exercício do mandato.
Os cinco vereadores que venceram a disputa de 2026 são Eduardo Moura (Novo), eleito deputado federal; Gilson Machado Filho (Podemos), eleito deputado estadual; Liana Cirne (PT), eleita deputada federal; Romerinho Jatobá (PSB), eleito deputado estadual; e Thiago Medina (PL), eleito deputado federal.
Os novos deputados devem assumir os respectivos cargos em 1º de fevereiro de 2027, data prevista para o início da nova legislatura da Alepe e da Câmara dos Deputados.
Com a ida dos cinco vereadores para o Legislativo estadual ou federal, os suplentes que aparecem na sequência devem assumir as cadeiras deixadas pelos atuais titulares.
A nova composição prevista é formada por Alcides Cardoso (PL), que deve ocupar a vaga de Thiago Medina; Chico Kiko (PSB), no lugar de Romerinho Jatobá; George Santos (Novo), na vaga de Eduardo Moura; Nilson Pereira (PL), no lugar de Gilson Machado Filho; e Osmar Ricardo (PT), na cadeira que será deixada por Liana Cirne.
A situação de Chico Kiko e Osmar Ricardo, porém, tem uma particularidade. Os dois já estão exercendo mandato na Câmara do Recife como suplentes.
Chico Kiko ocupa atualmente a vaga de Eduardo Mota (PSB), que está licenciado do mandato para exercer o cargo de secretário municipal de Esportes do Recife.
Já Osmar Ricardo está no lugar de Flávia de Nadegi (PV), que exerce a presidência do Instituto de Recursos Humanos de Pernambuco (IRH-PE), órgão ligado ao governo estadual.
De acordo com a assessoria de comunicação da Câmara Municipal do Recife, Eduardo Mota e Flávia de Nadegi não são obrigados a retornar aos mandatos de vereadores.
Caso os dois permaneçam nas funções que exercem atualmente, será necessário convocar outros suplentes para preencher as vagas que ficarão abertas com a efetivação de Chico Kiko e Osmar Ricardo.
Nesse cenário, Almir Fernando (PSB) poderá ser convocado para ocupar temporariamente a vaga de Eduardo Mota. Já Francis Herbert (PCdoB) poderá assumir a cadeira atualmente vinculada a Flávia de Nadegi.
A mudança ocorre porque os suplentes podem ser chamados para exercer temporariamente o mandato quando um vereador titular se licencia para assumir outra função pública, por exemplo. Nessa situação, o titular mantém o direito de retornar ao cargo na Câmara.
Já quando o vereador deixa definitivamente o mandato para assumir outro cargo eletivo, como deputado estadual ou federal, o suplente que ocupa a posição correspondente passa a exercer a titularidade da cadeira.
É justamente essa situação que deverá ocorrer após a posse dos cinco vereadores eleitos em 2026 para a Alepe e para a Câmara dos Deputados.
Assim, a eleição de 2026 não apenas altera a representação política de Pernambuco nos Legislativos estadual e federal, mas também provoca uma mudança na composição da Câmara do Recife.
A movimentação poderá envolver inicialmente cinco novos titulares e, dependendo da decisão de Eduardo Mota e Flávia de Nadegi sobre o retorno aos mandatos, mais dois suplentes convocados temporariamente.
O cenário definitivo deverá ser definido conforme a posse dos novos deputados e a situação dos vereadores atualmente licenciados.
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