Raquel Lyra e João Campos com Lula no Carnaval Foto: Divulgação
O diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, esclareceu nesta quarta-feira, 12 de agosto, em entrevista ao Blog do Nill Júnior, que a pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto não realizou simulações de candidatos ao Governo de Pernambuco associados a apoios de lideranças nacionais.
O esclarecimento ocorreu após informações sobre o levantamento começarem a circular nas redes sociais com interpretações sobre o possível impacto do apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os candidatos que disputam o Governo de Pernambuco.
Segundo Falabella, o instituto não realizou qualquer cruzamento entre os nomes que aparecem na disputa estadual e as lideranças políticas nacionais.
De acordo com o diretor, o único levantamento realizado especificamente para medir a influência das lideranças nacionais avaliou a preferência dos eleitores sem relacionar os resultados aos candidatos que disputam o Governo de Pernambuco.
Nesse cenário, 48% dos entrevistados afirmaram preferir que o próximo governador seja aliado do presidente Lula.
Outros 17% disseram preferir um governador aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.
Já 31% dos entrevistados afirmaram preferir um governador independente, sem alinhamento com nenhuma das duas principais correntes políticas nacionais.
Os percentuais mostram a percepção do eleitorado sobre o perfil político desejado para o próximo governador, mas não representam uma simulação eleitoral com os candidatos associados individualmente a Lula, Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro.
Durante a entrevista ao Blog do Nill Júnior, Ronald Falabella afirmou que o Instituto Múltipla não produziu nenhum cenário combinando os candidatos ao Governo de Pernambuco com os apoios nacionais.
“O Instituto não fez nenhum cruzamento com os postulantes ao Governo do Estado e não tem nenhuma responsabilidade por números eventualmente divulgados que não tenham amparo no que foi divulgado pelo veículo contratante”, esclareceu o diretor.
A declaração busca diferenciar os dados efetivamente coletados pelo instituto de interpretações ou projeções que passaram a circular posteriormente nas redes sociais.
Dessa forma, qualquer cenário que apresente um determinado candidato ganhando ou perdendo pontos a partir da associação direta com Lula ou com os Bolsonaro não corresponde a uma simulação realizada pelo Instituto Múltipla, segundo o próprio diretor.
No cenário de intenção de voto apresentado pelo levantamento, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 45%, enquanto o prefeito do Recife, João Campos (PSB), registra 41%.
A diferença entre os dois candidatos faz parte do cenário geral de intenção de voto divulgado pela pesquisa.
O resultado, entretanto, não deve ser confundido com uma eventual simulação envolvendo o apoio de Lula ou de outras lideranças nacionais, já que, segundo Ronald Falabella, esse cruzamento não foi realizado.
O levantamento também mostra que o presidente Lula mantém influência relevante sobre uma parcela do eleitorado pernambucano.
Os 48% que preferem um governador aliado ao presidente representam o maior percentual entre as opções apresentadas nessa pergunta específica.
O resultado, contudo, não permite afirmar isoladamente qual candidato seria beneficiado por esse apoio.
A própria metodologia esclarecida pelo Instituto Múltipla indica que a pergunta procurou medir o peso das lideranças nacionais sem vinculá-las aos nomes que disputam a eleição estadual.
A repercussão da pesquisa nas redes sociais gerou interpretações sobre o impacto dos apoios nacionais na disputa pelo Governo de Pernambuco.
O esclarecimento de Ronald Falabella estabelece, porém, um limite para a leitura dos dados: o instituto não fez cenários em que os candidatos fossem associados diretamente a Lula, Jair Bolsonaro ou Flávio Bolsonaro.
Com isso, os números relacionados às lideranças nacionais devem ser analisados separadamente dos percentuais de intenção de voto apresentados para os candidatos.
A pesquisa Múltipla, portanto, apresenta dados distintos: de um lado, o cenário de intenção de voto entre os candidatos; de outro, a preferência dos eleitores em relação ao alinhamento político do próximo governador com as principais lideranças nacionais.
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