Caso Beatriz Foto Montagem/Portal de Prefeitura
O caso do assassinato de Beatriz Angélica Ferreira Mota, menina de 7 anos brutalmente assassinada dentro de uma escola em Petrolina, em 2015, será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão de levar o processo a Brasília ocorre após a defesa de Marcelo da Silva, réu que confessou o crime, interpor um recurso especial, buscando evitar que ele seja julgado por um júri popular.
Marcelo da Silva é acusado de homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A defesa do réu argumenta que não há provas suficientes para sustentar a acusação e pede que o caso não seja levado ao tribunal do júri, mas esse pedido foi negado por unanimidade pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Em julho de 2024, os desembargadores da Primeira Vara Criminal do TJPE rejeitaram o recurso da defesa, mantendo a decisão de que Marcelo da Silva deve ser julgado por um júri popular. A defesa, no entanto, recorreu ao STJ, solicitando que as provas sejam reavaliadas. A 1ª vice-presidência do TJPE também não aceitou a solicitação, e o caso foi então remetido à instância superior para análise.
O Caso Beatriz
Beatriz Angélica Ferreira Mota foi assassinada em dezembro de 2015, em um crime que chocou o Brasil. A menina, que na época tinha apenas 7 anos, foi morta com 42 facadas em uma escola de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, durante a cerimônia de formatura. Ela desapareceu após se afastar da mãe para beber água e foi encontrada em um depósito de materiais esportivos, ao lado da quadra onde acontecia o evento.
O crime permaneceu sem solução por muitos anos, mas em 2022, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou Marcelo da Silva, identificando-o como o autor do assassinato. A acusação de homicídio triplamente qualificado agravou a pena do réu, considerando o fato de a vítima ser uma criança menor de 14 anos.
Em 2022, a Polícia Científica conseguiu identificar o suspeito a partir de exames de DNA encontrados na faca usada no crime. Isso finalmente levou à denúncia formal contra Marcelo da Silva. O caso ganhou grande repercussão na mídia, mas a investigação demorou seis anos para avançar e chegar a essa conclusão.
Agora, com a decisão de levar o processo ao STJ, espera-se que o tribunal superior analise as evidências apresentadas pela defesa e pelo Ministério Público, com possível impacto no andamento do processo. O caso continua sendo um marco na luta pela justiça, especialmente em relação aos direitos das crianças e à responsabilização por crimes tão cruéis.
A remessa ao STJ é uma etapa importante, já que o tribunal pode reavaliar questões jurídicas e processuais que podem impactar no destino do réu.
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