Influenciador digital Victor Stavale (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)
A Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador digital Victor Stavale, conhecido nas redes sociais como Vicky Vanilla, por apologia ao nazismo e incitação à discriminação racial, religiosa e política.
O influenciador é natural de São Paulo. Na ação, a defensoria solicita o bloqueio integral dos perfis de Stavale nas redes sociais e a remoção de conteúdos considerados nazistas e racistas.
No dia 13 de janeiro, a 6ª Vara Cível da Capital negou o pedido de liminar apresentado pela DPPE. Apesar disso, a juíza responsável pelo caso determinou a citação do influenciador para que apresente contestação no prazo legal de 15 dias.
Segundo a ação, Stavale também é acusado de convocar seguidores à violência direta, ao afirmar que pessoas deveriam “caçar” comunistas, negros e judeus.
No Instagram, o influenciador soma mais de 94 mil seguidores e se descreve como nômade digital, ex-ocultista, católico tradicionalista, professor de simbologia e mitologia comparada e psicanalista, além de se declarar ex-satanista.
A Defensoria Pública requer, entre outros pontos, que Stavale seja condenado a se abster de publicar conteúdos de natureza nazista, racista, xenofóbica ou discriminatória; ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 8,8 milhões; à remoção definitiva dos conteúdos considerados ilícitos, sob pena de multa diária; e à publicação da decisão judicial em meios digitais e redes sociais, como forma de reparação simbólica.
Sobre a competência territorial, a ação sustenta que as ofensas se propagam de forma difusa pela internet, com repercussão em todo o território nacional, o que permite a fixação do foro onde se verifique o dano ou onde esteja o ofendido.
Em 2024, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou os políticos Gustavo Gayer, Carla Zambelli, Flávio Bolsonaro e Cleitinho Azevedo por associarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao satanismo.
À época, eles compartilharam um vídeo de Stavale, no qual o influenciador se apresentava como satanista e declarava apoio então candidato nas eleições de 2022.
No último dia 22 de janeiro, a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, informou que um grupo de quatro pessoas protocolou pedido junto à Polícia Federal, em Brasília, para a abertura de inquérito contra Stavale.
O grupo o acusa de crimes como difamação, ameaça, perseguição, violência psicológica, divulgação de imagens íntimas sem consentimento e incitação à violência.
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