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Caruaru: terremoto de magnitude 1,6 é registrado por laboratório da UFRN

A atividade sismológica não é uma novidade para os moradores da região, já que Caruaru possui um histórico documentado de tremores que remonta ao século XIX.

Cami Cardoso

01 de julho de 2026 às 08:08   - Atualizado às 08:48

Caruaru: terremoto de magnitude 1,6 é registrado por laboratório da UFRN

Caruaru: terremoto de magnitude 1,6 é registrado por laboratório da UFRN Foto: Reprodução

Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, um tremor de terra de magnitude 1,6 na escala Richter foi registrado às 7h24 desta terça-feira, 30 de junho. Apesar do susto, o abalo sísmico não provocou danos estruturais no município.

O fenômeno foi capturado pelas estações do Laboratório de Sismologia (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), órgão responsável pelo monitoramento contínuo da região.

De acordo com os técnicos do LabSis, a atividade sismológica não é uma novidade para os moradores da região. Caruaru possui um histórico documentado de tremores que remonta ao século XIX.

Os abalos na região estão diretamente ligados ao Lineamento Pernambuco, uma extensa falha geológica e zona sismogênica conhecida pela sua instabilidade e recorrência de eventos do tipo.

Atualmente, o Agreste pernambucano segue monitorado de perto por uma estação sismográfica dedicada da UFRN, que capta até mesmo as microatividades imperceptíveis para a população, garantindo o acompanhamento detalhado da evolução dessa falha geológica. 

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Como acontecem os terremotos?

Os terremotos, ou abalos sísmicos, ocorrem devido à liberação repentina de energia no interior da Terra. A camada externa do nosso planeta, chamada litosfera, não é uma casca inteira, mas sim fragmentada em enormes blocos conhecidos como placas tectônicas. Essas placas flutuam sobre o manto terrestre e estão em constante movimento, embora de forma muito lenta.

Com o passar do tempo, as bordas dessas placas raspam e colidirem umas contra as outras. Devido ao atrito, elas frequentemente ficam presas, mas a força do movimento contínuo de convecção do magma continua a empurrá-las. Isso acumula uma quantidade imensa de tensão e pressão nas rochas ao longo das falhas geológicas.

Quando essa pressão finalmente supera a força de atrito que mantinha as rochas unidas, ocorre uma ruptura abrupta. A energia acumulada é liberada instantaneamente em forma de ondas sísmicas, que se propagam em todas as direções. Quando essas ondas atingem a superfície, fazem o solo tremer com violência, causando os terremotos.

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